Venda direta movimenta mais de 170 milhões de euros em Portugal

O modelo de venda direta consolidou-se em Portugal como uma via de empreendedorismo acessível e em crescimento. Em 2023, o setor movimentou mais de 170 milhões de euros, com cerca de 182 mil agentes ativos, maioritariamente mulheres.

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A venda direta tem vindo a consolidar-se como uma alternativa viável para empreendedores em Portugal, sendo hoje um canal de comercialização com impacto económico significativo. Em 2023, o setor movimentou mais de 170 milhões de euros, com 182 mil agentes independentes ativos, dos quais 74% são mulheres, segundo dados do Instituto Português de Venda Direta (IPVD).

Portugal é atualmente o 14.º maior mercado europeu neste canal de venda. A nível europeu, o setor gerou cerca de 36 mil milhões de dólares, um crescimento de 3,6% em relação a 2022.

“A venda direta cresce de forma global, e está em transformação. E, o nosso país, acompanha essa evolução com características muito próprias. Em Portugal, há uma cultura empreendedora e a tendência é de crescimento das atividades ligadas ao empreendedorismo. Além disso, há o desejo de flexibilidade no trabalho, principalmente entre os jovens, que procuram um modelo que se adequa ao seu estilo de vida e às novas tendências de compra e de consumo, onde o social selling é imperativo. Na venda direta oferecemos isso mesmo. A possibilidade de empreender num mundo híbrido onde o digital e o offline coexistem para maximizar a experiência do consumidor e o sucesso dos empreendedores. Tudo isto, num negócio com baixa barreira à entrada e uma solução chave na mão com produtos, formação e ferramentas de gestão”, afirmou Sandra Silva, Presidente do IPVD.

A pandemia acelerou a transição digital do setor, que hoje opera num modelo híbrido, combinando proximidade e personalização com ferramentas digitais.

O perfil dos empreendedores está também a mudar. Em 2023, 48,7% tinham entre 35 e 54 anos, procurando rendimentos complementares. No entanto, o modelo atrai cada vez mais jovens, com perfil tecnológico e espírito empresarial, que veem na venda direta uma oportunidade de desenvolvimento profissional e de autonomia financeira.

Para 2025, o setor em Portugal aponta ao crescimento com foco no propósito, liberdade, autonomia e impacto, aliados à digitalização, sustentabilidade e inovação.

OC/RPC

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