Na cerimónia de inauguração, que contou com a presença do Embaixador da Índia em Portugal, Puneet Kundal, e do presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, foi destacada a importância da realização desta exposição na cidade. O autarca sublinhou que o projeto reforça a vocação de Évora como espaço de encontro entre culturas e diferentes formas de criação artística.
Segundo Carlos Zorrinho, “a iniciativa assume especial relevância num momento em que a cidade se prepara para ser Capital Europeia da Cultura em 2027, contribuindo para afirmar Évora como um centro de diálogo cultural à escala internacional.”

Mais do que uma exposição temática, “INDIA” propõe um encontro entre geografias, tradições e diferentes formas de pensar a arte. O projeto reúne mais de 90 obras de 20 artistas de diversos contextos culturais e apresenta uma visão plural do universo criativo indiano, aproximando práticas contemporâneas de expressões vernaculares e tribais e desafiando hierarquias mais convencionais da história da arte.
A curadoria é assinada por Hervé Perdriolle, reconhecido pelo trabalho desenvolvido na valorização da arte contemporânea não ocidental. O curador destacou “a diversidade de linguagens e artistas reunidos em Évora, as criações de Sosa Joseph e Siji Krishnan, que evidenciam a presença constante das mulheres artistas tanto nas artes populares como na arte contemporânea indiana. Ainda segundo Hervé Perdriolle, “os grandes retratos de Parag Sonarghare ocupam um lugar particular no percurso expositivo, evocando simultaneamente o hiper-realismo e a tradição dos pintores de cartazes de Bollywood.”
A exposição percorre diferentes linguagens artísticas, do hiper-realismo à espiritualidade, aproximando referências populares e dimensões simbólicas. No centro do projeto está a ideia de uma fertilização criativa entre universos aparentemente distintos. A arte urbana e as tradições tribais surgem lado a lado, não como realidades opostas, mas como expressões complementares de uma mesma paisagem cultural.
Durante a inauguração, o Embaixador da Índia em Portugal, Puneet Kundal, sublinhou o crescimento dos intercâmbios culturais e da colaboração entre a Índia e Portugal, considerando que iniciativas desta natureza reforçam os laços entre os dois países.
Para Hervé Perdriolle, a força da arte indiana reside precisamente na sua capacidade de reunir mundos diferentes. Como afirma o curador, “a Índia continua a surpreender-nos pela sua extraordinária capacidade de nos oferecer, em simultâneo, o melhor da arte contemporânea proveniente de culturas dominantes e minoritárias, globais e locais, urbanas e rurais. A Índia, tal como a arte contemporânea, é plural”.
Patente entre 20 de junho e 25 de outubro de 2026, no Palácio Duques de Cadaval, em Évora, a exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 18h00. O bilhete normal tem o valor de seis euros.


Historiadora.















