(4/12)“Não há futuro económico e social possível quando o problema principal não é o excesso de consumo privado, com o que nos querem convencer, mas o excesso de consumo público, a monstruosidade das despesas públicas.” (1978, Sá Carneiro).
Habituei-me, desde o 25 de Abril, ou se quiserem o 25 Novembro, (discussão desinteressante para quem tem pouco a propor) a lideranças fortes. A simultaneidade de datas, encaminham neste sentido, onde as lideranças políticas me ajudam a acreditar num mundo melhor, capaz de fazer as pessoas viverem com esperança no futuro. Testemunho, para memoria futura, no aniversario do falecimento – ainda sem culpados – de Francisco Sá Carneiro.
Na mesma data, aproveito para um balanço no 1º mês de Governação de Luis Filipe Menezes (LFM) à frente dos destinos de Gaia. Juntar 2 homens, que admiro, parecidos na abordagem, é a melhor forma de dar a conhecer a análise. LFM não perdeu tempo, após a posse, promoveu muitas ações: almoços com trabalhadores, nas cantinas municipais e visitas regulares na rua, à limpeza (Avenida da República com colagens (12 anos) de cartazes e cola acumulada); Jardim do Morro (7/11) – Polícia Municipal (PM) faz notar a presença, reforçando o sentimento de segurança e promete, ainda, mais segurança nos bairros e nas escolas.
A par dessas ações, não deixou de reforçar a segurança, ao fim de semana, nas zonas de maior pressão da “movida”; cumprimento da promessa (8 dias) sobre a retirada dos pinos da “ciclovazia” numa avenida descaracterizada e sem sentido, enquanto o partido da flotilha, tenta impedir com uma providencia cautelar, sem querer perceber as razões, desta decisão o que mostra insignificância… LFM resolve e sabe fazer.
LFM é um homem experiente: 13.º presidente do PSD – não esqueço a frase “sulistas, elitistas e liberais” que estavam a tomar conta do partido, no célebre congresso do Coliseu dos Recreios. LFM mostrou sagacidade e objetividade no alerta para a diferença em ter políticos de várias regiões que tinham uma visão diferente do país. Nunca se encolheu e teve razão. LFM, no imediato, “limpa a face” a Gaia porque sabe da importância do turismo na economia e os cartazes eleitorais, foram a prioridade, prometendo que no futuro, haveria regulamentação para novas localizações.
15/11 a região do Porto foi assolada pela “tempestade” e Gaia sofreu com a má projeção de obras locais, quer no Metro, quer em arruamentos, levando as enxurradas a mostrar a cidade abandonada, sem fiscalização, como deveria. Visitou e acompanhou a Proteção Civil nos desenvolvimentos e prestou o apoio necessário para resolver e atenuar a vida das pessoas. Criticou o facto duma proposta do grupo de trabalho do Ministério da Saúde, que desvalorizava as competências/valências dos hospitais de Gaia, Santa Maria da Feira e Matosinhos.
Com frontalidade, alertou a Ministra da Saúde para o que se avizinha. Presidiu à mesa da AMP, um órgão importante que pode, no futuro, desbloquear, no Distrito do Porto, problemas de mobilidade, entre outros. Pedro Duarte é o seu Presidente e acredito que poderá ter a visão que faltou, por incapacidade, aos seus antecessores.
Em Gaia, voltou a apostar numa equipa vencedora, liderada por Poças Martins que terá a visão e o desempenho que precisa, nos próximos anos. Entregou a nova sede aos taxistas gaienses (21/11), como prometeu. Acompanha, com a humildade que o caracteriza, todos os presidentes de junta e as suas preocupações e agradece a dedicação dos trabalhadores na CM Gaia. A Polícia Municipal terá a esquadra prometida pelo anterior executivo, sem cumprir, dentro de um mês (instalações atuais tem aluguer de 25000€/mês). Aposta na segurança, na limpeza e na obra, em todas as freguesias. Reforça a iluminação publica do Jardim do Morro, “ex-libris” de que o Porto beneficia por ter em Gaia, a visão global.
Vai ao Centro de Alto Rendimento Olímpico, construído nos seus mandatos, “dar a mãozinha” no ténis de mesa e analisa, com frustração, o abandono de vários equipamentos. É caso para perguntar onde estavam os autarcas de Gaia, nos últimos 12 anos? Como é possível?
Procura que as pequenas mudanças alteram a vida dos gaienses, no imediato, como bancos à beira rio. entre outros. Promete condecorar o campeão do mundo de futebol (sub-17) bem como todos os que tenham relevância, gaienses, em áreas diversas. Os serviços municipais estão a fazer o levantamento do estado físico dos equipamentos municipais.
LFM faz, na perfeição, o contraditório com todos os que mentem, descaradamente, sobre a sua gestão e que esta seja encara, com verdade e com factos – é a única forma de repor a verdade. Visita aos domingos a PM. Nomeou Nuno Oliveira, para o Ambiente, o que traduz experiência, saber-fazer e obra feita. Visita associações em Gaia. Por fim, assume uma auditoria externa e rigorosa aos 12 anos de governação socialista e descobre, aos poucos, os números de divida, vergonhosa, contrariando o seu opositor apoiado na direção financeira do município, isenta e sem truques: PS deixa um passivo financeiro bancário de 125 milhões de €; deixam Gaia sem capacidade de endividamento; deixam dívidas faturadas em 123 milhões de euros; deixam créditos de 27 milhões e não de 77 milhões como afirmavam; deixam 380 milhões euros “já contratualizados para o futuro, que condicionam os próximos dois orçamentos.”
LFM analisa a obra deixada e reafirma que “são supérfluas, mal dimensionadas, sumptuárias à moda de Africa pobre, mas gastadora”.
LFM assumiu compromissos: reabilitar bairros que deixaram cair; construir vias estruturantes adiadas; construção de 4000 casas. Decidiu baixar a derrama (1ª vez na década) às empresas; refere que mais de 50% de Gaienses não pagam IRS. Acrescenta que desde que entrou não param as missivas repetidas das autoridades judiciais a pedir informações sobre anteriores gestores – tem colaborado sempre. Tem tentado anular dezenas de contratos, sem sentido, de despesa e múltiplas doações gratuitas de património municipal, sem contrapartidas, a entidades de dúbia qualidade; tenta reverter processos urbanísticos onde reinava o compadrio e a violação do PDM; reduzir a frota em 40% e as chefias que se atropelavam; analisa a loucura ambiental do parque da cidade; o descalabro da gestão das Águas de Gaia, onde anularam um concurso fantasma de 510 milhões de euros. Renovar a Gaiurb, em todos os sentidos e promete projetos assumidos, em campanha, na sua integral proposta e compromissos com os cidadãos de Gaia.
“O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for.” (1972, Sá Carneiro.
LFM tem tudo para trabalhar o futuro da AMP. Boa sorte, meu amigo e estarei por cá, para repor a verdade tal qual deve ser …a bem de Gaia e da liderança política.
Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”







