900 anos de história… mais parecem 900 dias com a IA

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Reflito sobre cada candidato e o seu percurso profissional de forma a analisar as coerências ou não da sua passagem pelo governo e as aptidões para titular de Funções Públicas. Um exercício simples que não pretende ser demonstrativo de fraquezas ou oportunidades, mas tão somente descrever o percurso e a competência.

A Inteligência Artificial (IA) tem destas coisas: “Pedro Passos Coelho (DN: 1964) é um político e economista português, conhecido por ter sido Primeiro-Ministro de Portugal entre 2011 e 2015, liderando um período de forte austeridade e resgate financeiro. Com um percurso ligado ao PSD e gestão empresarial, foi presidente do PSD (2010-2018), deputado e, pós-política, dedicou-se ao ensino superior. Formação e Início: Licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa. Iniciou a carreira política na Juventude Social Democrata (JSD), da qual foi presidente (1990-1995). Atividade Política (Anos 90/2000): Deputado na Assembleia da República e vice-presidente do PSD (1991 e 2005-2006). Vereador na Câmara Municipal da Amadora (1997-2001). Setor Privado: Conciliou a política com a gestão de empresas nos setores da energia e ambiente (nomeadamente no grupo Tecnoforma/HLCTejo) entre 2005 e 2010. Liderança do PSD e Governo: Assumiu a presidência do PSD em 2010. Venceu as eleições de 2011, tornando-se Primeiro-Ministro do XIX Governo Constitucional durante o programa da “troika”, sendo reeleito para o XX Governo (2015), embora governando apenas por um breve período antes da “geringonça”. Pós-Política: Após abandonar a liderança do PSD em 2018, regressou à docência universitária, nomeadamente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e na Universidade Lusíada”.

Resumindo, gestão empresarial privada por conta e risco = Zero (sugiro que percebam e investiguem Tecnoforma/HLCTejo). Sem especular, andamos por aqui sem perceber muito bem a grandeza do “estadista” e do homem que mais não fez do que ter uma vida “profissional” partidária, como tantos outros e que a partir daqui surgiu “como salvador” da pátria. Pasmo com a memória do povo. Sim, o povo, que vota e teima em endeusar figuras da política que nunca tiveram qualquer atividade de gestão privada para perceberem, minimamente, o que é uma empresa.

Existem imensos exemplos de “gestores” com o seu Linkdin aprimorado, que passam de “fininho” nos pingos da chuva. Na verdade, não “como de cebolada” tudo o que escrevem nas redes sociais até porque, já tenho idade para filtrar erros, omissões, mentiras e IA que nos impingem a toda a hora. Gostaria de esclarecer a longa experiência profissional de PPC tão só e resumindo o que a IA me proporcionou: a vida política começou na JSD (presidente entre 90/1995) e destacou-se porque defendeu causas progressistas como o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO); das propinas, com o celebre “Não pagamos”. Foi eleito para a AR (1991) e apresentou a candidatura à liderança do PSD em eleições diretas de 2008 – 2º lugar – numa corrida a 3 entre sucessivas candidaturas que foi perdendo. Em 2010 liderou a oposição ao socialista José Sócrates – este de má memoria para todos nós. 2011 toma posse como PM depois de vencer as eleições legislativas e de assinar um acordo de coligação com o CDS-PP de Paulo Portas.

Ficaram incumbidos de cumprir o memorando da Troika e o resgate financeiro de Portugal depois da crise financeira de 2008. Foram muitíssimo contestados “na rua” mas mesmo assim, venceram as eleições de 2015. Sem uma maioria qualificada no Parlamento permitiu a “geringonça” de Antonio Costa, formando este, o Governo numa solução governativa apelidada por Paulo Portas de “crise do irrevogável” com chumbos do Tribunal Constitucional, medidas de austeridade e ainda, a queda do BES. Tudo muito agitado.

É sucedido por “outro iluminado” Rui Rio, que venceu as eleições depois de PPC alcançar um resultado fraco nas autárquicas de 2017. Nos últimos anos aproximou-se da direita conservadora, apadrinhando várias iniciativas no seio da sociedade civil ligadas a grupos de defesa da vida e da família. Tem defendido entendimentos dos partidos de direita (mesmo com o Chega) considerando mesmo que não se trata de um partido antidemocrático. Anda distraído, basta ler o último livro do Miguel Carvalho. Pudera, olhem se fosse? Não evoco Sá Carneiro em vão, mas se fosse vivo estaria com algumas indigestões ideológicas dentro da social democracia. ”Não há liberdade de pensamento político se não é possível a cada um exprimir as suas ideias, confrontá-las com as dos demais, associar-se com as que as professam idênticas e procurar realizá-las na prática da ação governativa. “ Sá Carneiro.

Recomendo a todos e a todo o momento que pensem no significado da ideologia e a sua serventia. Não matem a democracia!

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