Poema em Construção – Por Rosa Fonseca

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Ainda me demoro no dedilhar do teu sorriso

e nas palavras que me despem.

Palavras que anunciam a loucura e alimentam os

sentidos.

Ainda me demoro no olhar atordoado quando a tua pele

me absorve e a teu lado navego a noite inteira

entre o prazer e a sonolência dos corpos.

Desejo-te deusa e poema – chama!

Poema e sol.

Desejo-te no pulsar dos dias e na espuma branca

das areias ao meio-dia.

Desejo habitar-te nos teus dias frios para que os meus

braços sejam abrigo.

Quero-te em todas as noites e traçar no teu corpo a

ressonância das marés e dos dias em plena claridade,

despertar na rota da tua boca e beijar-te como quem

beija gota a gota a alvorada.

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