O Pachola – Por Victor Carvalho

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Nesta vida terrena, conheci gente de ambos os géneros, várias pessoas que me impressionaram pelos seus comportamentos, uns melhores, outros menos bons e constituíram para mim uma reflexão…

Pachola, pode ter muitos significados, é tido por ser uma pessoa pouco ativa, quiçá preguiçosa, talvez demasiado tolerante, de bom coração, que outros podem considerar até pedante ou exibicionista…

Importa saber as causas da “Pacholice”, cada caso é um caso.

Dos casos que conheci, sim, enquadravam-se na descrição acima mencionada, sendo que alguns deles/as se destacaram-se no sentido inverso.

Fosse na vida pessoal e/ou profissional eram aguerridos/as, tinham mais de um emprego, desenvolviam várias competências, enorme vontade de aprender, acontece que uma das vertentes estava quase sempre desnivelada em relação à outra. Nuns casos era a pessoal a mais desenvolvida, noutros a ênfase estava na profissional, quase “workaholic”.

Saber ouvir, praticar a escuta ativa e saber intervir a tempo, não só é recomendável como é benéfico, ou seja, deve ser-se assertivo/a.

Sabendo a teoria, a prática do dia a dia não era consentânea em alguns casos e muitas situações. Porquê então esses comportamentos?

Que razões levam alguém a não aplicar, uma vez que foram adquiridos, os conhecimentos teóricos à prática?

Muitas podem ser as explicações possíveis.

Recordo-me de alguém, que era tido/a como “Pachola” e essa pessoa não o era e a dada altura disse: “pisem-me os calos e vão ver a pacholice”.

De facto, não é fácil haver um relacionamento seja pessoal e/ou profissional e ser-se enxovalhado, e este/a tentar a preservação de uma amizade, emprego…

O contexto da sociedade em que vivemos, a aceleração da vida que muitos têm, escasseia a compreensão.

Não raras vezes, nem as partes se ouvem na totalidade. Basta o enunciado do sumário e , logo, os campos se posicionam.

Acontece o mesmo também nas famílias, daí a sua importância, como célula fundadora e aglutinadora da respetiva família em questão.

É na família que a educação/formação se deve desenvolver… é evidente que também há o movimento oposto, da sociedade para a família, pois ninguém vive numa redoma de vidro e no melhor pano pode cair a nódoa.

Há as expressões, “as aparências iludem”, “nem tudo o que reluz é ouro”, ambas têm também a ver com a palavra “Pachola”.

Antes de julgar, é importante saber os motivos/causas.

Grande verdade.

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