“Carmen Miranda” e a mestria de Filipe Lá Féria

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Uma superprodução sedutora, aprazível e fascinante, sobre a vida e o legado de Carmen Miranda, a artista que nasceu em Portugal, granjeou o Brasil e se tornou, um ícone mundial.
Do Rio de Janeiro à Broadway e a Hollywood, o espetáculo vistoria e revisita, uma carreira fulgurante e radiante, feita de música, cor, agoiteza, liberdade e soberania cultural.
Com figurinos icásticos, magníficas canções, compleição,humor e emoção, surge uma Carmen intensa, vibrátil e profundamente humana.
Um retrato luminoso da mulher por detrás do mito, numa encenação magnânima de Filipe La Féria. Um tributo inesquecível, no Teatro Politeama”. producao.politeama@filipelaferia.pt

O Brilho nos olhares e os sorrisos espontâneos do público, são a melhor demonstração, de quem assistiu a um espetáculo perfeito!

Um espetáculo que nos tocou no fundo do coração e nos exaltou, a emoção da alma! Na verdade, o lado perfecionista de Lá Féria, é de um profissionalismo, fora de comum em Portugal, e no resto do mundo!

A ligação entre o passado e o presente, com imagens reais na tela de fundo, e os atores contracenando no palco, cria uma conexão, que valoriza extraordinariamente o espetáculo.

O Espetáculo

A relação forte, entre mãe e filhos e principalmente com Carmen, é o testemunho dos irmãos, que nunca a abandonarem e que a sua irmã artista, ao sentir a enorme capacidade profissional de Carmen, prefere abandonar a sua brilhante carreira, em prol dela.

A partida de Carmen, ainda bebé, para os Estados Unidos, sem “sela”, reforça a ideia de uma família unida pelo amor. Nesta cena, a imagem da travessia de barco, visionada a preto e branco no fundo do palco, é de um enorme requinte e profundidade.

A representação do típico empresário americano, machista e mercantilista, secundado pela sua mulher, uma grande atriz, aqui subjugada ao marido, e que ele, nunca aceitou os seus apelos e conselhos…

Os dançarinos/cantores, dão uma “cor” sublime, supimpa e esplêndida, onde a escolha do guarda-roupa, sempre em cores vivas e brilhantes, é de todo deslumbrante! As luzes laterais dentro do palco, têm um efeito brilhante e arrebatador!

As cores vivas do povo brasileiro, que está a atravessar uma difícil ditadura aqui representadas, reforçam a ideia que Carmen, quer dar na sua ida à terra do grade “Sam”, eles que aprendam o samba.

Quando somos surpreendidos com o toque para intervalo, numa peça que julgávamos ter chegado ao fim, reforça o profissionalismo de Lá Féria.

Sala cheia e pagante, onde se entende que o teatro (a revista), não necessita de subsídios, pois o público e os inúmeros patrocinadores, servem bem a sua sustentação.

Direitos Reservados

Infelizmente, não se pode dizer o mesmo, do teatro subsidiado…

Dinheiro na mão! Para pagamentos de atores, encenador, técnicos e estrutura, o que interessa a bilheteira? O que interessa o público?

Criam peças para o seu enorme “umbigo”. E pior, afastam o público do teatro…

Lá Féria, veio demonstrar o contrário!

O teatro faz-se: Com o suor dos atores, encenadores, técnicos e de mais organização e para salas lotadas, onde o público vibra e agradece emocionado, um momento único na sua vida!

Obrigado, Filipe Lá Féria!

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