Parasitas das manifestações

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Os jornalistas que acompanham manifestações em Madrid, Paris ou Berlim, por exemplo, não estranham as imagens degradantes da violência, como as que assistimos em Lisboa, ontem, junto à Assembleia da República. São habituais no final de eventos, não só políticos, mas também desportivos. E protagonizados, essencialmente, por jovens.

Jovens. Organizados para criar o caos. Gente que nada constrói, antes pelo contrário. Mobilizados através das redes sociais. Infelizmente, uma praga por toda a Europa e já bem implantada em Portugal. Nada disto é casual. Parece, mas não é! São parasitas dos eventos. E são muito perigosos

Portugal vai entrando no roteiro trágico de aproveitamento gratuito das legítimas manifestações de um povo que, neste caso, contesta as Leis do Trabalho.

São os extremistas radicais, neste caso da chamada “esquerda”, entre os quais os “antifas” (para os mais curiosos, pesquisem a sua origem, pois neste texto não faz sentido) ; envergonharam todas as pessoas que, durante o dia, fizeram greve e manifestaram-se, de forma pacífica, contra as medidas do governo. Mancharam um dia de luta política legítima.

O que aconteceu, a partir das 18:15, nada teve a ver com manifestação, greve, contestação política e muito menos Pacote Laboral. Viram algum cartaz reivindicativo? Ouviram palavras de ordem com lógica, face ao que estava em questão? Quem costuma frequentar estas andanças contestatárias sabe que, a partir do momento em que as forças policiais abrem as estradas ao trânsito, ninguém as pode interromper. Por questões legais, de civismo e segurança. A Polícia interveio para garantir a liberdade dos cidadãos.

Viver em democracia exige responsabilidade. No respeito pelos outros e pelas instituições. A nossa Constituição permite o Direito de Reunião/Manifestação. E respeitar a Constituição é defender a democracia, a liberdade de Expressão e o Estado de Direito.

Quem faz o que aquela centena de pessoas (maioritariamente jovens, reitero) fez, não respeita a lei, a ordem e a liberdade. Pior do que isso, usa a liberdade e democracia para torpedeá-las. São agitadores e provocadores. Completamente vazios, manipulados e “fabricados” nas redes sociais. Não se lhes conhece uma ideia, um projeto credível, uma solução para os inúmeros problemas dos jovens. São, digamos, “fantoches” e “marionetas” de poderes bem instalados. Sim, quem os instrumentaliza é quem ganha, mas nunca aparece.

É importante que os portugueses percebam – talvez não estejam muito habituados a isto – que estes grupos não representam o povo que está contra as medidas do Governo. Destas ou de outras quaisquer. Parasitam as manifestações, apenas para criar a confusão. Num Estado de Direito – num Regime Democrático – não faz qualquer sentido a sua existência.
Os extremistas, os radicais, sejam quem forem, de cara tapada ou destapada, só prejudicam quem quer lutar contra medidas consideradas injustas, embora democráticas. Os seus padrões provocatórios e violentos (embora com o falso ar de pacifismo), tornam-se na negação da liberdade.

A CGTP, entidade organizadora da manifestação (a verdadeira!), será, seguramente, a primeira a lamentar a inopinada provocação e a subsequente violência.

A estes jovens, deveríamos mostrar as imagens das manifestações em que os seus “pais e avós” participaram, nos tempos de ditadura, enfrentando um regime opressivo e, principalmente, explicar o que lhes aconteceu a seguir – um “bilhete” para a guerra colonial ou um “passaporte” para a prisão. Lutaram para evitar que os seus “filhos”, no futuro, passassem pelas cenas horríveis como as que ontem criaram.

Realmente, há quem não mereça a liberdade e a democracia que tanto custou a conquistar.

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