A prisão de um chefe do Estado, da Venezuela, Nicolás Maduro, provocada por outro país (EUA), para mim é uma novidade.
A queda de um ditador é sempre uma boa noticia para quem é democrata, já não é tão boa notícia quando ocorre a partir de uma intervenção militar, sem qualquer base legal.
No fundo, deu-se um golpe de estado dos EUA na Venezuela. Não se consultou a ONU, o Congresso dos EUA e ultrapassou-se a Constituição dos EUA.
Trump agiu como se fosse o xerife que tivesse soberania em todo o território das américas, tornando-o o seu faroeste.
A operação relâmpago nocturna, super rápida, eficaz do exército dos EUA e as suas forças especiais, é um indício e um sério aviso no contexto mundial.
A capacidade de neutralizar, em questão de horas, forças armadas sem capacidade de dissuasão ou retaliação, aliado à prisão do Chefe de Estado. Dá que pensar!
Hoje a Venezuela, amanhã a Gronelândia e quiçá os Açores se for preciso.
Marco Rubio é de família de exilados cubanos, quiçá a seguir será Cuba pela sua debilidade económica e principalmente porque é uma ditadura comunista.
Não sei se Trump pensa em actuar no Irão?!Trump como o xerife das américas, quer tornar-se xerife à escala mundial com a sua força autocrática, concentra um enorme poder nas suas mãos e pode tomar qualquer país, excepto a Rússia ou a China.
Não vai atacar directamente a Europa, mas vai fazê-lo de forma subtil e disfarçada, tentando colocar no poder a extrema-direita em todos os países europeus.
Trump tornou-se uma ameaça para todo o Mundo, contudo não se mete com a Rússia e a China, daí, Taiwan e Ucrânia podem ser moeda de troca do expansionismo americano.
No meio desta confusão e propaganda cruzada, uma certeza eu tenho: Não há democracia sem regras e pelo uso da força.
Para haver democracia na Venezuela exige-sea possibilidade de decidir, sem medo e sem interferência no seu destino.
Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores







