Celorico da Beira| Zeca Medeiros animou Centro Cultural no 25 de Abril

O Cidadão não poderia de deixar de estar presente no concerto comemorativo do 25 de abril, em Celorico da Beira. E, desta vez, no Centro Cultural. Era a primeira vez que íamos assistir a um concerto do homem que deu a conhecer uma faceta (a música), longe dos seus trabalhos em televisão, no teatro e no cinema. Como por exemplo: “Passeio dos Alegres”, de Júlio Isidro, onde trabalhou, como assistente de realização - Zeca Medeiros.

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A sua presença em palco, não deixou ninguém indiferente.

Acompanhado por dois excelentes músicos: Jorge A. Silva, que tocou piano e acordeão, seu diretor musical, e Gil Alves, nas Flautas (transversal e alta – afinação em sol) e no xilofone. As palavras, carregadas de sentimento e alguma crítica social, foram acompanhadas, por sonoridades simples mas, as “certas”.

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Foi um concerto bonito e comovente, onde ouvimos algumas das suas penetrantes e lindas melodias…, como: “Cantiga da Terra”, “Canção do Medo”, “Eu gosto tanto de ti, que até me prejudica”, (com participação do público, que neste momento do concerto, já estava completamente rendido e hipnotizado pelo mesmo). E, continuou um desfilar de canções:, “Valsete do Coração”, “Elegia do Palhaço”, a parte teatral do Zeca voltou, e ele cantou a canção, com nariz de palhaço. “Trova do Velho Pescador”, “Tango do Ferro Velho”, “Torna Viagem”, “Tempo de Partir”, “Canção de Embalar”, onde a convidada especial – Filipa Pais, iniciou a sua atuação, cantando à “capela”, com uma excelente interpretação. Estávamos a aproximar-nos do Fim, e o “Coro do Povo”, subiu ao palco, numa simbiose perfeita, com Zeca e Filipa.

Direitos Reservados

Para terminar, todos em pé, com os cravos que tinham sido depositadas à entrada, a canção da liberdade, “Grândola Vila Morena”. É uma das músicas mais importantes da história de Portugal. Foi escrita e cantada por Zeca Afonso e ficou eternamente ligada à Revolução dos Cravos. Foi usada como senha na rádio na madrugada de 25 de Abril de 1974. Serviu para dar início ao movimento militar que acabou com a ditadura! A letra fala de união entre as pessoas, com a famosa frase: “O povo é quem mais ordena”. É uma música simples, quase como um canto coletivo, o que ajuda a explicar porque teve tanto impacto. O Público, exigiu um encore, e ouvimos uma canção muito engraçada “procurar no you tube…

 Quem é Zeca Medeiros?

Zeca Medeiros, é um músico, ator e encenador português, natural dos Açores (ilha de São Miguel). É uma figura bastante reconhecida na cultura açoriana, sobretudo pela sua ligação à música tradicional e popular da região.

Na música, combina influências do folclore açoriano com estilos mais contemporâneos, criando canções muito ligadas à identidade insular, ao mar e à vida nas ilhas. Algumas das suas músicas tornaram-se conhecidas em Portugal, especialmente, entre quem aprecia música portuguesa de raiz.

Além da música, também tem trabalho relevante no teatro e televisão, tendo participado em várias produções culturais.

“Terra Nova” – série de época sobre a pesca do bacalhau; “Liberdade 21” – drama passado num bairro lisboeta; “Vila Faia” (versão mais recente) – uma das novelas clássicas portuguesas. Também já entrou em filmes e projetos ligados aos “seus”Açores, muitas vezes com um toque mais artístico.


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