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Sábado, Dezembro 6, 2025

Que país é este?…

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Confesso-me desconfortável, perante o que se passa no nosso país.
Perdeu-se o respeito de uns para com os outros, em atitudes que em nada dignificam o ser humano.

A arrogância tomou o lugar da humildade. Os sabichões perderam a noção do ridículo, quando confrontados com quem realmente sabe, ficam com cara de imbecis (que são, sem dúvida).
A confraternização entre as pessoas deixou de ter a simplicidade da vida, para se tornar campo de vaidades e presunções.

A classe política é um desastre total; mentiras sobre mentiras; promessas falsas; corrupção em todo o lado, desde o mais humilde autarca ao político governante.

Antes das eleições e em campanha eleitoral, estes tipos prometem o céu, mas quando conseguem o paraíso, oferecem-nos o inferno. Aproveito para focar exactamente esta situação em que o actual governo decidiu cortar nas despesas dos hospitais, inclusive reduzir cirurgias, favorecendo cada vez mais as instituições hospitalares privadas; aumentou uns míseros 1,5% do orçamento, para a saúde publica (que já está péssima e em decadência permanente). Na educação pública, continua o carrossel inadmissível dos professores jogados de um lado para outro, além do trabalho burocrático a que são obrigados a exercer, em detrimento da realidade da profissão, que é dar aulas.

Existem neste pobre país, cerca de 2 milhões de pensionistas que auferem menos de 500 euros. Como se alguém conseguisse viver com dignidade com tal pensão!
Depois, para maior provocação ao povo, é ver estes senhores em restaurantes de luxo, a banquetearem-se com lagostas e afins.
Há, também, neste país à beira mar plantado pela tristeza, pouco menos de 2 milhões de pessoas no limiar da pobreza.

Na Assembleia da República, um lugar onde se deveria criar e estudar Leis que favoreçam o povo e o país, não. Ali, o que actualmente se passa, são sessões de circo, triste circo, que nem sequer tem a capacidade de fazer rir, pelo contrário é de uma tristeza que nos leva a pensar, se não estarão todos a sofrerem de insanidade.

Dada a minha provecta idade, jamais imaginei que pudesse vir a contemplar tais situações.
Sou sobrevivente de um governo ditatorial, que me obrigou a partir para outro lugar onde, também, tremulava a bandeira portuguesa e onde se vivia com respeito e com honra, cuja preocupação era viver condignamente com o trabalho do dia a dia, por isso, tudo o que agora vou observando me confrange.
51 anos de democracia. Maravilha!
51 anos de marasmo económico. Péssimo!
51 anos de cauda na Europa. Vergonha!
51 anos de absoluta incapacidade ou incompetência de todos que pelo governo passaram.

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