O Cinema City, localizado no Campo Pequeno (Av. República, Lisboa), com uma capacidade para 1182 pessoas, repartidos por oito salas, só encerra, segunda a domingo após a última sessão, pelas 22h30. Tem a particularidade de sábados e domingos, a primeira sessão iniciar pelas 11h00, um horário a satisfazer os mais pequenos…
O Filme: “Na Zona Cinzenta”. Um filme de ação eletrizante, daqueles que raramente nos motivam a saída de casa, pois a maior parte deste tipo de filmes, podemos visionar em casa, no conforto do lar. Talvez a sua principal qualidade, seja algum exagero criado por uma trama, onde dois especialistas em resgate precisam encontrar uma rota de fuga para uma negociadora, que possui milhões em dinheiro roubado na conta. O que parecia ser apenas, uma operação estratégica em pouco tempo se transforma numa “guerra” de sobrevivência, explosiva em, emboscadas e traições…
Os amantes do cinema de ação, têm perante si, um verdadeiro “parque de diversões”, com: Armas de todos os estilos, motos em terrenos hostis, onde as explosões, tornam-se num elemento narrativo obrigatório. A pura diversão, de um filme descontraído, movido por uma energia irreverente, quase juvenil, a transportar o espetador para uma simples diversão.
O realizador, Guy Stuart Ritchie é um cineasta inglês, ex-marido da cantora Madonna. Ganhou notoriedade ao dirigir os filmes: “Jogos e Trapaças”, a sua primeira longa-metragem e “Dois Canos Fumegantes”. O sucesso, obteve com: “Sherlock Holmes” e “Aladdin. As referências, aparecem, naturalmente. com: “Esquadrão Classe A” e misturam-se ao espírito estratégico e elegante de “Onze Homens e um Segredo”. Ritchie brinca com detalhes inesperados, onde encontra um estilo de humor, que parece existir, apenas pelo prazer de ser divertido. A protagonista feminina, Eiza Gonzales, além de ser uma mulher lindíssima, surge como a mente mais afiada deste trama, conduzindo decisões com inteligência e prontidão, onde os seus
aliados Jake Gyllnhaal e Henry Cavill, têm uma conduta irrepreensível. Jake Gyllenhaal, entendeu perfeitamente o tom do filme, e mais uma vez, confirma sua intensidade e ironia. Henry Cavill reforça a presença física e estratégica necessária para a dinâmica desta dupla, enquanto Eiza Gonzalez adiciona precisão emocional e força narrativa ao conjunto.
Guy Ritchie, não está interessado em reinventar o género, mas mostra, um pleno domínio sobre como torná-lo envolvente. O espetador fica “preso” a cada cena, que parece construída para mantê-lo atento, seja por uma troca de diálogos, por uma decisão inesperada ou por uma explosão, surgindo exatamente no momento certo. E, para finalizar Salazar, interpretado por Carlos Bardem, é perfeito no papel do mau da fita, que se vê ludibriado por uma mulher (Eiza Gonzales,), que lhe “ganha” sempre, e, em todos os momentos. Cheistopher Benstead, o compositor da trilha sonora, escreveu a música certa e perfeita, para este filme.
Músico/Colaborador














