O último fim de semana de maio voltou a ser sinónimo de fascínio geológico. A Feira de Minerais e Fósseis do Porto regressou à Fundação António Cupertino de Miranda, no Porto, com 35 expositores oriundos de diferentes países.

A feira incluiu stands de exposição e um programa educativo com diversas atividades gratuitas para toda a família, tais como: demonstrações de bateia de ouro, experiências de erupções vulcânicas atividades práticas para a criação e análise de cristais, análise de águas minerais e permeabilidade dos solos, entre outras.

O Cidadão falou com Marta Mateus e Miguel Couto, responsáveis pela organização do evento, que nos guiaram pelos segredos de uma feira que é muito mais do que uma montra de pedras: é uma autêntica viagem à história da Terra, com uma forte vertente pedagógica pensada para toda a família.

O Cidadão (OC): Marta, para quem ainda não conhece, o que é concretamente esta feira?
Marta Mateus Esta é, essencialmente, uma grande celebração da Geologia e da Natureza. É uma feira de minerais, fósseis e rochas, mas que também se estende ao mundo da joalharia. O grande objetivo, que nos move todos os anos, é mostrar a beleza e a imponência dos cristais a quem nos visita.

OC: E o evento acontece apenas nesta altura do ano?
MM: Sim, esta feira em específico é anual e realiza-se sempre nesta altura, coincidindo com o último fim de semana de maio. São normalmente três dias de exposição aberta ao público. É importante notar que existe outra feira de minerais no Porto, mas decorre noutro local e com um contexto ligeiramente diferente. Esta, onde estamos, é a feira anual de minerais do Porto por excelência.

OC: A feira tem uma forte componente para o público infantojuvenil. Miguel, o que é que os mais novos podem encontrar por cá?
Miguel Couto É verdade, preparámos várias atividades pensadas especialmente para os mais novos. Temos, por exemplo, a atividade do bateador, onde ensinamos as crianças a simular como se tira o ouro da terra através de processos puramente manuais. Além disso, temos jogos de perguntas e curiosidades que os desafiam a aprender de forma lúdica. Um dos exemplos é o jogo “Quem Sou Eu”, que apresenta um texto explicativo e desafia os miúdos a colar um íman na posição certa, explorando temas como os planetas, as estrelas e afins.

OC: E estas experiências também se ligam aos conteúdos escolares?
MC: Sem dúvida. Temos também experiências práticas ligadas à permeabilidade e às propriedades químicas do solo, como o pH e os nutrientes presentes na terra. São conceitos fundamentais que os miúdos geralmente aprendem na escola durante o primeiro, o segundo e até o terceiro ciclo. Aqui, eles têm a oportunidade de rever, reter e apurar esse tipo de informações de uma forma muito mais visual e interativa.

OC: No fundo, é aprender a brincar e a viajar no tempo.
MM: Exatamente. Quem nos visita não vem apenas para ver ou comprar; vem para aprender e experienciar. Toda a feira gira em torno da beleza dos minerais. Visitar este espaço é fazer uma autêntica viagem no tempo, desvendando os segredos do nosso planeta através destes tesouros da terra.
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