Carta Aberta aos associados do FC Porto

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Não se deixem enganar outra VEZ. «Por mais pontes que façam, por mais milhões que nos levem, por mais que nos hostilizem, nós havemos de mostrar que aqui nasceu Portugal e aqui continuará a ser o baluarte da nação que todos amamos: do Norte esquecido, do Norte hostilizado.» (JNPC).

Na Assembleia Geral (AG) de 22/11 devem estar presentes e votarem em consciência nunca se deixando condicionar por ninguém. A proposta de reflexão sobre os novos tempos que o clube está a atravessar e apelar à memória de tudo o que se passou e nunca será esquecido…nem atenuado com títulos. Não perdoo falta de caracter e desonestidade a ninguém. A minha declaração de interesses sobre a vergonha “Operação Pretoriano” é que de todos os envolvidos só conheço um – Vitor Catão – desde as eleições de 2020 o que me dá de certa forma vantagem na apreciação global da situação.

Sobre o Vitor Catão não tenho nada, mas mesmo nada a apontar na forma de agir, caracter e disponibilidade para conversas sobre o Clube que ama: FCPorto. Votarei contra a expulsão de associados por princípio, como votaria, se fosse elegível, contra a expulsão de José Maria Pedroto; se não fosse a sagacidade de Pinto da Costa, nunca estaríamos hoje, aqui, com vitórias de 42 anos. “As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal.” (José Maria Pedroto).

Antes “viúva” de 42 anos do que “franginhas, fofos e queques” sem ganhar nada. As terminologias foram inventadas por “não portistas” para desuniram. Esses sim, deveriam, voluntariamente, abandonar o clube. Não entendo a situação como união, só piora as relações que a direção, insistentemente, tende em provocar. Não esqueçam que associados dos anos 40, 50 e 60 foram habituados a saber esperar e a não desistir. Não esqueçam!

Uns dizem que tinha de ser assim, outros são contrários. Não concordo com “isto tem de ser limpo”, porque no modelo de negócios “futebol”, nunca nada será limpo. Sou democrata e sei perder (menos no futebol, especialmente, com os de Lisboa), sem azia, quando as eleições são livres e justas. A vida que o sistema proporcionou, como inalienável e não o quero perder.

Recordo que no ano de 1969, (tinha eu 5 anos) sob a Presidência de Pinto de Magalhães a AG votou a expulsão de José Maria Pedroto – aliás, pai do atual diretor, Rui Pedroto e nessa AG, ficou decidido a expulsão e a proibição de entrada no Estádio. Vejam só, as coincidências? Tudo se iniciou com ódios pessoais ao Mestre, de um associado (Sebastião Ribeiro) que a todo o custo o queria impedir de trabalhar no clube do seu coração. Manipulou a massa associativa que votou sem a noção exata do prejuízo do clube.

Percebemos, nos anos seguintes, o enorme disparate cometido que o Presidente Américo de Sá corrigiu, pressionado pelo Eterno Presidente Pinto da Costa. Esta decisão deu início ao ciclo de mudança estrutural, do clube, com êxitos que nos levou ao Mundo. Pedroto “comia de cebolada” o poder de Lisboa, só que, alguns associados, nunca tiveram em conta o Clube, mas sim os seus interesses pessoais. Voltamos, anos depois, na mesma senda… mas tal, como hoje, o clube estava dividido. Ontem e hoje com estratégias diferentes, mas a verdade é que conduziram o clube a esta confusão.

O marketing e a comunicação da atual direção não é o melhor e o tempo me dará razão, porque o seu Presidente anda a “jogar legos” distraído, com Peanuts. Estamos num paradigma difícil em que os autocarros da Exponor fazem “as delicias” de quem vai votar, sem assistir à Ordem de Trabalhos. O clube foi durante 42 anos forte e unido. Nunca tivemos lambe-botas a venderem-se por lentilhas (traidores) que ninguém conhecia. Triste é que a cena se repete com gente diferente e ódios pessoais – muitos nem evocam “o amor ao clube”. Sabemos como funcionava o apoio à claque durante anos. Nunca vi, em nenhuma AG, ser discutido o assunto. Concordo que a equipa deve ser apoiada em todos os jogos com a claque, com o patrocínio do clube porque fizeram quilómetros, palmilharam anos e anos de estrada sempre com o foco no FCP, ao sol, à chuva, com bastonadas, hostilidade das policias e de adeptos de outros clubes, mas estavam lá. Não tenho dúvidas sobre os benefícios, mas adoravam o clube e a forma de ganhar. Não concordei com a expulsão de JMP que era o meu ídolo e irei, através do voto, defender na próxima AG o Não à exclusão porque, por mais criticáveis que sejam, merecem o benefício da duvida e a presunção de inocência, bem como, a consideração pelo que fizeram pelo clube.

Aborrece-me o princípio da condenação por diferenciação de igualdade entre as partes. A AG “famosa” onde fumegavam emoções como é natural, não vi, nem considerei qualquer ato agressivo por parte dos visados a pessoas ou que pusessem em causa, a integridade física. É caricato promover uma AG (atual Presidente da AG ganha 5.000 € para as prendas de Natal) sem haver condenações que transitem em julgado ou seja, gente em que a presunção de inocência é negada. Não consigo entender isto e o maquiavelismo compulsivo em afastar opositores… quando os verdadeiros estão fora do clube.

Defendo todos os associados, não concordo com algumas coisas que foram feitas, provavelmente sem caminhos alternativos, mas somos todos Porto. Sem união, nunca voltaremos a Ser Porto. Podem encher o estádio, podem encarecer bilhetes, podem limitar as AG; podem comunicar com defeito; podem excluir a presença; podem fazer o que o Poder promete, mas nunca poderão fazer de Nós, um de vocês…porque nunca Seremos.

FCPorto em 1º, doa a quem doer e “Largos dias têm 100 anos.” Não conheço a Família Madureira, mas sinto uma inusitada gritaria, exagerada, da parte de alguns, no clube, por isso votarei contra qualquer proposta de exclusão de associados, tentando com isto apaziguar ânimos no clube.

Sou pela união, nunca pela separação, preparando o clube para o futuro com muitos de nós a decidir. FCPorto – socio efetivo nº.5045

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