Os rapazes já estão em Palm Beach, terras do Tio Sam, para se esfolarem pelas cores da Bandeira de Portugal. Eu estou bem da cabeça e digo isto. Esfolar… quero dizer, suar a camisola, porque no futebol, quando se sente a dor do esforço, levanta-se o braço e pede-se ajuda ao staff, ou substituição.
Há uns anos que não sinto simpatia pela equipa portuguesa. E nada tem a ver com o semi-desaire frente ao Congo.
Digo equipa, porque quando eu gostava do futebol das “quinas”, chamava-se seleção e reconheço que nem todos os jogadores presentes possuem qualidade. A Federação é a antítese do país que a sustenta.
Abarrotada de dinheiro , num pais onde a solidariedade não deixa de existir, os bombeiros lutam contra os incêndios e contra o governo por incumprimentos, onde o cabaz alimentar é frase que atemoriza o povo, onde as greves são massivas, mas residuais, onde as falhas não são pedagógicas, e onde o direito à revolta é ser extremista.
Os rapazes viajaram num avião com bandeira, um avião da TAP!, ao contrário dos aviões da Grécia e de Malta que os transportou de Paris para cá, após o titulo europeu, e para as viagens ao mundial do Catar. Porquê aviões doutros países em representação de Portugal? Não sei. Agora sim, já são recebidos sinais de patriotismo.
Mas antes de partirem, foram despedir-se do rapaz de Espinho na Residência Oficial. Ali, o espinhense teve a oportunidade de abraçar, quase beijar, o rapaz exemplo do empreendedorismo, a quem tanto elogia nas suas intervenções. Aos outros, um cumprimento e, talvez, um pedido para que ajudem o empreendedor a chegar aos mil golos, o seu grande objetivo.
Pela espampanância da partida, a juntar aos ordenados auferidos, a comitiva dá uma linda imagem de país rico.
Pobre, com muita pobreza manifesta nas casas dos portugueses que, sim, são campeões em ginástica financeira. Um parco ordenado a fazer frente a um montão de despesas, com senhorios e bancos sempre de olho atento.
Um país lindo e rico com plebe feliz.
Os jogadores estão no paraíso. Praias lindas e quentes, bem perto na casinha do Donald. Mas que azar! O senhor sinistro, vendo estas manigâncias da bola, resolveu ficar negro, soprou forte e regou bem a região com fortes chuvadas. Lá se foi a praia e a exibição dos abdominais!
Contra a República do Congo, os “tugas” deram o pontapé de saída, esperando ganhar o campeonato do mundo. Se Portugal ganhar, as rendas vão baixar, os juros também, as mesas vão ficar fartas e vai-se andar uns tempos de barriga cheia. Os rapazes merecem.
O rapaz de Espinho e outros politicos, aceitaram o convite de Pedro Proença para irem ali à América, num instante, para assistirem ao jogo dos rapazes.
Atenção, o país não gasta um cêntimo com viagens estadias e refeições. Isso está a cargo da “gorda” Federação Portuguesa de Futebol!
Jornalista















