Entre inundações, quedas de árvores, colapsos de estruturas e deslizamentos de terra, os serviços de emergência estiveram em alerta máximo. Só entre quarta-feira e domingo, contabilizaram-se 2.148 inundações, 731 quedas de árvores, e 335 colapsos estruturais. Em Albufeira, um tornado provocou a morte de uma mulher e feriu 29 pessoas, deixando um parque de diversões completamente destruído.

Regiões mais afetadas
-Península de Setúbal: com 647 ocorrências, incluindo alagamentos e cortes de estrada.
– Área Metropolitana do Porto: registou 423 incidentes, com destaque para a Avenida Gustavo Eiffel, encerrada devido à forte precipitação.
– Algarve: sofreu 586 situações, incluindo o colapso de infraestruturas e inundações em Faro.
– Lisboa e Santarém também enfrentaram sérios problemas, com milhares de pessoas sem eletricidade.

Vidas em risco e prejuízos avultados
Além dos danos materiais, a depressão Cláudia provocou três mortes confirmadas e deixou mais de 30 pessoas desalojadas. Em Fernão Ferro, dois idosos perderam a vida quando a sua casa foi inundada. Os bombeiros realizaram 11 salvamentos aquáticos e 14 terrestres, numa corrida contra o tempo para proteger vidas.

“Temos uma imagem de país de papel”
A frase de um comentador político resume o sentimento nacional: “Com dois dias de chuva, desfaz-se tudo”. A fragilidade das infraestruturas e a falta de preparação para eventos extremos voltam a estar sob escrutínio.
Curadora de Arte/Professora







