As corporações de bombeiros, incluindo as do distrito de Castelo Branco, estão a manifestar crescente insatisfação face ao apoio extraordinário atribuído pelo Estado para compensar o aumento do custo dos combustíveis. Em causa está o valor de cerca de 360 euros por veículo pesado, considerado insuficiente para responder às exigências operacionais no terreno.
O apoio, anunciado pelo Governo como uma medida de alívio face à subida do preço do gasóleo, corresponde a uma estimativa baseada num consumo médio mensal. No entanto, os bombeiros alertam que essa previsão está longe da realidade, sobretudo em períodos de maior atividade, como a época de incêndios rurais.
“Os custos reais são muito superiores. Um veículo pesado em operações pode consumir esse valor em poucos dias”, referem elementos ligados às corporações, sublinhando que o apoio tem carácter pontual e não resolve o problema estrutural do financiamento.
Além da limitação do montante, as críticas incidem também na falta de continuidade da medida. Os bombeiros defendem um modelo mais ajustado à realidade operacional, que tenha em conta o desgaste dos meios, a frequência das saídas e a volatilidade dos preços dos combustíveis.
No distrito de Castelo Branco, onde as distâncias e a dispersão geográfica aumentam os custos logísticos, o descontentamento é particularmente evidente. As corporações alertam que, sem reforço do apoio estatal, poderá estar em causa a capacidade de resposta em situações de emergência.
Apesar do reconhecimento pelo esforço governamental, os bombeiros são claros: o valor atribuído está longe de cobrir as necessidades reais, deixando no terreno uma pressão crescente sobre associações já fragilizadas financeiramente.
OC/VL














