Pedro Passos Coelho : “Deus” com pés de barro

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Por ser o dia de Todos os Santos, contextualizo para memória futura o aparecimento de um “novo Deus”.

Desinteressa-me a luta partidária e interesses pessoais que são a motivação dos boys para ocuparem a bolsa de emprego do Estado, mas não posso deixar passar em claro, algumas reflexões sobre o “novo Deus”: Pedro Passos Coelho (PPC)  esteve 5 anos sem descontar para a Segurança Social (SS), mas os imigrantes contribuíram com mais de mil milhões de euros para a SS.

Tenho dificuldade em perceber este “Deus” que desce à terra como um “santo milagreiro” para resolver os problemas de todos e até proponho a criação de uma Igreja de Fé, não de política, para os fiéis que o santificam.

O seu percurso “fabuloso” fala por si como gestor privado: Integrou o Conselho Nacional da JSD. Representou o Conselho Nacional do PSD e coautor na JSD: “Que Futuro em Portugal”. 1980 – Integra a vice-presidência da JSD. 1991 – Ingressa na Assembleia da República como deputado – vice-presidente do Grupo Parlamentar/porta-voz do PSD. Exerceu o cargo de Vereador, sem pelouro, na C.M Amadora. Fundou o Movimento “Pensar Portugal”. 2001 – Desempenhou cargos profissionais enquanto consultor/gestor em várias empresas (meio ambiente). 2004 – Assume a direção financeira da Fomentinvest, SGPS, S.A. como administrador executivo. Foram 4 anos sem sabermos os resultados de gestão da empresa. Não existe rasto deste “sucesso”. 2005 – Eleito presidente da Assembleia Municipal de Vila Real. 2008 – Fundou a Plataforma de “Reflexão Estratégica – Construir Ideias”. 2008 – Integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN. 2001 – Licenciou-se em Economia pela Fac. Economia da U. Lusíada em Lisboa. Trabalhou na Quimibro, empresa que se dedica ao trading nos mercados de metais, iniciando a atividade de consultor na Tecnoforma, em 2000. 2001 foi colaborador da LDN Consultores. Dirigiu o Departamento de Formação da URBE — Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção. 2004 – Ingressou no Grupo Fomentinvest onde foi diretor financeiro e administrador executivo. Presidente do Conselho de Administração das participadas Ribatejo e da HLC Tejo e lecionou no Instituto Superior de Ciências Educativas.

Não consigo entender este “Deus” salvador da economia portuguesa! Que relevante CV e orientação partidária? Não me refiro aqui a quem o convidou, mas também não consigo perceber o que acrescentou, muito menos o que fez e, ainda, o que deixou como legado de futuro, a não ser o cortar de vencimentos na FP e a quem precisava das reformas, para viver (mais fácil, mais dependentes e os mais pobres).

Começo a achar que o IL/Chega tem “fetiche” e só espero que, estes, não sabendo o país em que vivemos, sejam enviados para Marte e que fiquem no lugar que devem: como forças políticas residuais. Reduziu, sem significado, orçamental, as Freguesias; Não teve a coragem de reduzir “as gorduras” dos deputados da AR; não teve a coragem de reduzir as mordomias das autarquias; foi um PM insensível com os fracos e fraco com os fortes (bancos) e, acima de tudo, não acrescentou nada, nada, a não ser Pobreza. Sabe disso e sabe que não será mais escolhido pelo povo, a não ser que tenhamos falta de memória.

Os delírios de alguns partidos que tentam fazer esquecer o passado deste PM que assumiu, ser o pior PM de sempre de um Governo Constitucional, não passa despercebido. Ainda hoje, lentamente, a FP esta a receber as reposições salariais que este “grande” PM foi obrigado pela troika, a cortar.

Já não tenho paciência para o debate da imigração. Nós precisamos dos imigrantes: somos um país envelhecido, em que a natalidade baixou, drasticamente, porque os Governos descuraram o futuro. Recordo que foi este “Deus” que chamou “piegas” aos jovens em Portugal e pediu-lhes para trocar o “i” pelo “e” de Emigração. Recordam? Pois, o mesmo que agora se arma “em virgem arrependida” para dizer que avisou o Costa. Mentira. Viu a “banda passar”, distraído! Mesmo que o fizesse só o faria, como perdedor e não como proposta de melhoria.

Esta figura, concorreu, livremente, às eleições nacionais, condicionadas pela troika. Nunca vi governar com propostas próprias e de futuro. Quem lhe deu ordens especificas, diretas, sem negociação, para governar daquela forma? Troika. Nunca contrariou e alguma vez ouviram propostas, para país? Este é o mesmo patriota que vendeu as maiores empresas; Este é o patriota que queria ir além da troika; queria e conseguiu empobrecer o país. Do PPC a única memória que tenho é uma memória que não seja o futuro do país. A minha paciência acabou. Para ouvir falar de imigração, porque confundir imigração ilegal e criminalidade com imigração é tão comezinho, que me enoja.

Portugal de há 30,40,50 anos já não existe. Não há jovens e mesmo que começassem a ter filhos agora, demoraria muitos anos até entrarem no mercado de trabalho e é este mercado de trabalho que a maioria dos imigrantes preenche. Os 3 F´s só regressam se voltarmos a fechar “as portas”, porque o mercado global não permite o fecho da porta e ganhar dinheiro, ao mesmo tempo.

O Turismo tem um peso brutal no PIB. Portugal em 1960 tinha 27 idosos para 100 jovens; hoje, tem 193 idosos por cada 100 jovens. 1992, tinha 8,5 de licenciados, hoje, tem 28,6%. 1960 tinha 24 nascimentos por cada 1000 habitantes, hoje, tem 8. Desemprego esta nos 5,8%, com o maior número de pessoas a trabalhar, desde 1998 = 5,2 milhões; o número de pensionistas esta perto dos 3,5 milhões.

Com isto continuem a discutir disparates e a endeusar gente que nunca vai melhorar o país.


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