Entre os dias 10 e 19 de julho, a MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal reuniu mais de duas mil pessoas em 21 iniciativas, apenas uma de entrada paga. A edição deste ano teve como tema “Diversidade”, apresentando espetáculos, performances e propostas interdisciplinares com o objetivo de promover o acesso democrático à cultura.
Organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, a mostra encerrou sábado à noite com o espetáculo “Jardim Humano”, do coletivo Setúbal Voz, no Largo de Jesus, com o Museu de Setúbal/Convento de Jesus como cenário. O trabalho, com direção artística de Jorge Salgueiro, foi integrado no projeto Ópera nos Bairros, financiado no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, e combinou ópera com testemunhos de vida reais, valorizando narrativas invisibilizadas.

Ainda no sábado, à tarde, teve lugar o percurso performático “Sem Muros nem Ameias”, com direção artística de Leonardo Silva. A iniciativa, também apoiada pelo PRR através do projeto PO.VOAR – Comunidades em Ação, teve início no Largo Defensores da República e percorreu as ruas da cidade, destacando a relação entre o corpo, a memória e o espaço urbano.

Na sexta-feira à noite, o espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística acolheu a instalação performativa “Entre o Sonho e a Realidade Onde Me Sento”, da coreógrafa PINY, abordando questões como identidade, maternidade, colonialismo e ancestralidade feminina, através de uma fusão entre dança, palavra e memória.

A edição de 2025 da MAPS valorizou a participação ativa do público, aproximando artistas da comunidade e criando momentos de encontro e diálogo. O evento incluiu ainda o Mini-MAPS, com peças de teatro e instalações destinadas ao público infantil, no Parque do Bonfim.
OC/RPC







