Ma(GA)quiavel era um menino, comparado a TrumPutin – Por Amaro F. Correia

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MAGA – “Make America Great Again”. TrumPutismo, provavelmente a caminho de uma nova teoria/conceito para as Universidades. OS EUA são os maiores responsáveis pela gestão ambiental do planeta, vai daí, sinto cada vez mais saudades dos líderes que colocariam os EUA mais capazes de serem geridos, sustentadamente, a pensar nas novas gerações.

Valeu tudo (meios) para a MAGA chegar ao poder (fim). TrumPutin será uma junção maquiavélica? Talvez não! Como é possível acontecer este novo cenário nas eleições, dos EUA? Pergunta a que respondo…Sou democrata e defendo a democracia, respeitando o voto do povo. Para o bem e para o mal, mesmo que seja aparente ou ilusório. Não hesito em defender o melhor sistema político para a felicidade dos povos: a democracia… autocracias, monarquias, ditaduras entre outros, não são o melhor caminho. Está provado.

Foi assim nos EUA e será, onde existam verdadeiras democracias. Qual o objetivo de qualquer partido/líder: o poder. Qual é a dúvida? A democracia mais robusta do mundo funcionou e por isso não entendo o espanto, nem a estupefação dos pseudocomentadores. Confesso que os comentários na TV, todos tem enviesamentos de cultura ideológica, o que me deixa pensativo e não me revejo. Há 30 anos que insisto nos Jornais tradicionais de forma compulsiva: gosto da opinião, isenta, de alguns: João V. Pereira, Miguel Sousa Tavares – embora descorde algumas vezes – Ricardo Costa, entre outros, além de cadernos da Economia e de Ideias inovadores. São pilares de opinião séria e consistente. Um destes dias, escrevi, na rede social (foto da Estatua da Liberdade, pendurada numa corda, equilibrista de circo) que “…gostava que ganhassem todos, menos Trump”. Esta imagem é brutal e reflete uma incerteza. “To close to call.” Ouço tantas opiniões que me confundem os princípios da Ciência Politica. Nem o maquiavelismo adivinharia tal indefinição. Mas afinal, os fins justificam os meios? Em causa está a democracia? Tenho um preferido: todos menos Trump. Se este ganhar, abre um precedente brutal para o mundo, a nível político, económico, social e cultural, entre outros…. Os bitaiteiros do costume.

A razão desta abordagem? Não gosto da espuma política do dia-a-dia e prefiro candidatos esclarecidos, com programas consistentes. Temos candidatos Prê-à-Porter fabricados nas redes sociais e incomoda-me, porque põe em causa os princípios democráticos dos Estados. Biden estava no fim e todos percebíamos, menos os Democratas. Só tarde é que perceberam e deu no deu! Kamala não seria, nunca, a alternativa em circunstâncias normais até porque a mensagem era curta e tinha “agarrada” a si, a administração Biden, para o bem e para o mal, além de anticorpos de opinião. A culpa não morre solteira! São os partidos, neste caso, o bipartidarismo americano onde, internamente, germinam ramificações mais ou menos popularuchas (evito as “direitas e esquerdas” – a base ideológica está trasvestida).

Pensar que o Presidente eleito dos EUA conquistou os 5 Estados, mais importantes, que tinham sido vencidos por Biden, em 2020, e todos de forma diferente: Geórgia – venceu entre os mais velhos; Michigan e no Wisconsin – com o voto dos mais novos; Pensilvânia – valeu o voto dos que não têm ensino superior. Nevada – o voto latino disparou. Reforça o que defendi como sistema e este permite o voto livre do povo e o povo, é soberano. Votou de acordo com as circunstâncias do momento que estou em crer pesaram mais na derivação da política externa do que, propriamente, na razão direta da confiança ou não, no(a) candidato(a). 

Trump jogou tudo, respondendo às preocupações dos americanos de forma assertiva e sem rodeios…muitas vezes, até insultuosa, o que prova a inequívoca mudança das sociedades e da forma de olhar o sistema político. Comunicação, comunicação, comunicação é o novo paradigma de todas as organizações e empresas do seculo XXI. Quem falhar ou quem tiver menos recursos, não se safa.

Kamala foi a candidata do “nim” e custou-lhe a indefinição. Ouvi comentários, opiniões prós e contra, mas a verdade é que o povo americano excedeu as expectativas de quem estuda e analisa a Ciência Política e as Relações Internacionais nas Universidades. Não sei qual é o defeito, mas que tentassem adivinhar, ou por mais prognósticos que fizessem, só no fim do jogo é que soubemos o resultado. Pelos vistos, contrário a todas as sondagens. Começa a ser tradição as sondagens falharem… será que os públicos mudaram? A amostra não tem rigor? Devem promover a análise credível ao que falhou? A Democracia é um regime político, em que os cidadãos têm os mesmos direitos políticos e participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal. Abrange as condições sociais, económicas e culturais que permitem o exercício livre e igual, da autodeterminação política.

A introdução motiva o assunto que interessa debater: possíveis comparações e deterioração do sistema democrático, único, que permite a todos expressarem-se, ou não, em liberdade. A escolha dos americanos é má, muito má para a democracia? O tempo responderá, mas “há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes e os terceiros totalmente inúteis.” – Maquiavel.

O Trumputismo será o meio, para justificar os fins? God, save the America, porque Biden “acordou” e autorizou, covardemente, a “utilização de misseis na Ucrânia para armas de longo alcance. A Rússia fala em terceira guerra mundial”. Biden não teve coragem antes das eleições. Quem será pior? TRUMP que diz ao que vem ou Biden que joga o futuro da humanidade por interesse político de poder, quem sabe, pessoal? Acabem com os bitaites….

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