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Sábado, Janeiro 17, 2026

Leitura de férias para desenjoar – Por Onofre Varela

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Agosto é o mês de férias por excelência. É tempo de colocarmos de lado as nossas preocupações diárias e relaxarmos. Atendendo a tal necessidade, decidi transformar esta crónica em leitura “light” (uso este termo inglês por ser mais fino… o que fica sempre bem!…) na tentativa de ajudar os neurónios dos meus leitores e leitoras, a manterem o descanso que as férias exigem.

Ofereço-vos uma pequena colecção de frases divertidas que, através dos tempos, foram ditas por gente de gabarito. Para desenjoar, escolhi-as de modo a que nem todas obedeçam à característica destas minhas crónicas que, maioritária e habitualmente, versam Religião na sua vertente crítica.

São frases variadas, sortidas, de âmbito geral… e apenas umas poucas entram no tema das minhas crónicas habituais. Cá vão elas:

“Tenham cuidado com o médico velho e com o barbeiro jovem”. (Benjamin Franklin; 1706-1790).

“Temam a velhice porque ela nunca vem só”. (Platão; 428 aC-341 aC).

“Os homens da Igreja não pensam. Continuam a dizer aos 81 anos o mesmo que diziam aos 18”. (Óscar Wilde; 1854-1900)

“Querer é quase sempre poder. O que é excessivamente raro é o querer”. (Alexandre Herculano; 1810-1877).

“Não confio em pessoas que sabem exactamente o que Deus quer que elas façam”. (Susan Brownell Anthony; 1820-1906).

“Os preconceitos estão mais enraizados do que os princípios”. (Nicolau Maquiavel; 1469-1527).

“O que o dinheiro faz por nós não compensa o que fazemos por ele”. (Gustave Flaubert; 1821-1880).

“A ciência é o conhecimento organizado. A sabedoria é a vida organizada”. (Emmanuel Kant; 1724-1804).

“Aqueles que tornam impossível a revolução pacífica, tornam inevitável a revolução violenta”. (John F. Kennedy; 1917- 1963).

“Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa de existir”. (Baudelaire; 1821-1867).

“Nenhuma coisa desengana a quem quer enganar-se”. (Padre António Vieira; 1608-1697).

Gasta-se menos tempo a fazer uma coisa bem, do que a explicar porque a fizemos mal”.

(Henry Wadsworth Longfellow; 1807-1882).

A desigualdade de direitos é a primeira condição para que haja direitos”. (Friedrich Nietzsche; 1844-1900).

Aprendam com estas frases, porque aqueles que as proferiram já morreram… e nós para lá caminhamos! (A mim já não falta tudo… só me restam nove anos para os noventa. Bem feitas as contas… noves fora… sobra nada!…)

Boas férias.


(Caricatura de Susan Brownell Anthony [1820-1906] que faz parte da colecção “frases célebres” que fiz em 2013, para decorar saquetas de açúcar dos Cafés Delta. A personagem foi uma activista norte-americana, pioneira do sufrágio das mulheres. Viveu a infância numa comunidade religiosa fundamentalista Quaker [credo cristão anglo-saxónico] sofrendo na pele, e principalmente no cérebro, todo o mal que os fundamentalismos religiosos operam nas mentes tenrinhas. Se, por um lado, a sua família vivia numa atmosfera de elevado rigor, sentido de justiça e moral segundo preceitos cristãos, por outro lado temos de considerar que a frase “elevado rigor” tem aqui uma conotação quase esclavagista no temor a Deus. Sabendo deste seu passado compreende-se melhor a sua célebre frase proferida depois de se libertar do pesadelo religioso: “Não confio em pessoas que sabem exactamente o que Deus quer que elas façam”)

 

 

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