A Câmara de Vila Nova de Gaia vai alojar, até ao final de julho, as 10 famílias do bairro do Cedro que receberam ordem de despejo depois de as moradias onde vivem terem sido vendidas a uma empresa imobiliária. O presidente da câmara, Luís Filipe Menezes, reuniu-se com as famílias e garantiu-lhes que “vão ter casa municipal” perto do local onde vivem e de transportes públicos, incluindo o metro.
De acordo com a Lusa, Menezes classificou a situação de “insensibilidade social” e prometeu que os serviços municipais vão ajudar as famílias a transportar os seus bens e assegurar “tudo o que for preciso”.

Por se tratar de uma situação de vulnerabilidade extrema e imprevista, esta intervenção assume um caráter de emergência humanitária que exigiu uma mobilização imediata e extraordinária dos recursos municipais, lê-se na página de facebook do município.
Recorde-se que, no início deste ano, as 13 moradias da Rua Garcia de Orta, no Cedro, em Vila Nova de Gaia, foram vendidas a uma empresa de negócios imobiliários com sede em Torre de Moncorvo. Os moradores, na maioria pessoas reformadas ou com baixos rendimentos, receberam notificação para sair no final dos contratos, o que deve acontecer entre este mês e agosto.
Na reunião de câmara desta semana, o vice-presidente Firmino Pereira anunciou a criação de um grupo de trabalho para encontrar “dentro do possível uma solução para as 10 famílias desta rua”. A missão passa por acompanhar o processo e garantir que nenhuma família fica sem alternativa habitacional.
OC/MP
Jornalista free-lancer














