Já é conhecida a decisão! A mulher ficou em prisão preventiva. A medida de coação foi conhecida nesta sexta-feira, 19 de Junho, após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
O corpo de Lara foi encontrado nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, dia 17, juntamente com a mochila da escola. A madrasta Eulália confessou o crime à Polícia Judiciária e participou nas buscas para localizar o corpo da menina na serra da Padrela.

O alerta do desaparecimento da criança foi dado pelo pai à GNR de Carrazedo de Montenegro. Carlos acionou de imediato as autoridades assim que percebeu que a filha não tinha ido às aulas. A verdade é que a pequena Lara deslocou-se, como era habitual, no autocarro escolar até ao estabelecimento de ensino, mas não chegou a entrar. Eulália convenceu a enteada a entrar no carro com a promessa de “um lanchinho” e explicou ao vigilante da escolinha que Lara não iria às aulas durante o dia porque tinha uma consulta médica.
Desde domingo, 14 de Junho, depois do pai de Lara ter tomado partido da filha em desfavor do enteado menor, filho da companheira, “Eulália premeditou o crime uma espécie de vingança“.
A relação que tinha com Carlos não estava bem e já tinham até estado separados.
“Queria vingar-me do Carlos. Não queria fazer mal à miúda”, explicou Eulália às autoridades. A mulher levou a menina para a serra e a conversa que tiveram acabou tragicamente com Lara a morrer asfixiada.
À entrada do tribunal, a homicida foi insultada pela população que a chamou de “assassina” e “monstro“. O pai de Lara já se manifestou e diz que a mulher “merecia prisão perpétua, é uma pena que não seja possível em Portugal“.
Antes de ser condenada, Eulália chorou durante o primeiro interrogatório. Diante do juiz de instrução criminal, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, “a mulher disse que precisava de ajuda, que o Estado lhe falhou, que não dormia e ouvia vozes“.
Afirmou ser “vítima de violência doméstica” por pai de Lara, e explicou que não queria matar a menina, a intenção seria ocultar a localização da menina por umas horas de modo a assustar o pai, apenas chamar a atenção: “Não era eu que estava a matar a Lara. Tenho a consciência de que era uma inocente, que não merecia. Não sei porque o fiz. Nunca fui eu que fiz isto“.
Pedro Nogueira Simões, advogado, esclareceu a O Cidadão que “a arguida poderá responder por um crime de homicídio qualificado, punível com pena de prisão entre 12 e 25 anos. A circunstância de a vítima ser uma criança de apenas oito anos, alegadamente atraída por quem sobre ela exercia uma relação de confiança, constitui um fator de especial censurabilidade que agrava significativamente a responsabilidade criminal e coloca este caso entre os mais graves previstos no Direito Penal português“.















