Existimos na permuta das nossas mãos – Por Rosa Fonseca

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Apaixonamo-nos e viramos o mundo do avesso. Mas um avesso sem costuras.

Os dias clareiam e assaltam-nos os desejos.

Voltamos a gostar da janela escancarada e das carícias do sol. Voltamos a gostar das madrugadas, das noites inflamadas e de rosas entre os lábios.

De novo, o mesmo céu, a mesma linguagem.

Perdemo-nos na mesma história e na ondulação mansa dos corpos.

Inventamos equinócios e solstícios na beleza dos nossos beijos.

Na fusão da nossa pele.

Os beijos sobem-nos à boca e corre-nos um rio em desalinho.

Tomam conta de nós todos os voos.

De repente seguramos todos os instantes, desprendemos risos claros e descobrimos a forma sadia da paixão.

Existimos na permuta das nossas mãos.

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