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Domingo, Fevereiro 15, 2026

Eleições trauliteiras…

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As eleições mais trauliteiras que tenho memoria. Sairá fumo preto. Tenho acompanhado com atenção e preocupação, sempre que posso, os fait-divers que os candidatos eleitorais têm protagonizado: convite a mandatários falhados e encostados, de forma a não perderem “pitada”, de alguma coisa, que pode surgir, em política, até às mais maravilhosas danças e orquestrações para o povo pensar, que são próximos, mas que no fundo, de próximos, só têm o interesse eleitoral.

Não concebo a relação causa-efeito de alguns apoios, como não entendo a razão porque os candidatos, não abdicam, em favor de candidatos mais sustentáveis poupando as pessoas a ruídos desnecessários. É meu o defeito! Só concebo, mesmo, pela antena em TV, mas estamos cansados desta lengalenga. Também, não é verdade, que o Governo tem 3 anos e meio, pela frente, sem eleições, até porque não tem maioria no Parlamento e o indicador MM pode ajudar a perceber o caminho.

Não quero ter saudades de Marcelo, especialmente pela prontidão com que banalizou o cargo de Presidente. Estes últimos dias, Marcelo, esteve pior no seu melhor, dos últimos 10 anos…nem um “pio” sobre a saúde. Gouveia e Melo foi um “flop”, a todos os níveis e começou por se mostrar impreparado na abordagem de temas importantes, aconselhado pelo seu mandatário (ressabiado) entrou “a matar“ como um “trauliteiro” num debate com MM. Escolheu, ainda, mal o dia de apresentação da candidatura e fez um percurso, sem oposição, em alta, mas quando se deparou, com candidatos, foi sempre a descer.

Marques Mendes (MM) é um candidato “caviar” e provou o veneno que promoveu a sua imagem, em décadas, na política nacional, especialmente no seu partido: intriguista, malformado e acima de tudo, promoveu divisões, por onde passou. Ofereceu-se e quis, como comentador, ser candidato, tal como Marcelo, mas não me parece que tenha um final feliz. Não me pronuncio sobre a sua conexões e habilidades jurídicas para “negócios”. O seu mandatário, inebriado por mais um encostos no partido, que nunca o acolheu, correu para os braços de MM, mas não percebeu, que o país não é o Porto. Talvez, sugira que se candidate a uma junta de freguesia, onde auguro um futuro risonho já que o Porto depois de 12 anos ficou em “OPA”.

Seguro tem titubeado, com a calculadora na mão, no seu posicionamento. Parece o candidato mais preparado para o embate da segunda volta, pelo calculismo. Fala em generalidades e não assume nada, a não ser pactos…quem os não tem?

Ventura é um catavento sem perspetiva temporal. A forma como promete tudo aquilo que nunca poderá fazer é inacreditável, e inaceitável. Promete coisas que até não são da competência do Presidente da República! Nunca imaginei um cenário destes: as pessoas acenam e aplaudem como bonecos na feira. É incrível, o momento a que se chegou, já que mente, descaradamente e as pessoas aplaudem as mentiras que lhe oferece de “mão beijada” e sem qualquer rigor.

Irrita-me a posição dos apoiantes do Chega e do PPC. Parecem similares, mas nunca me convencerão, de que PPC, foi o salvador de qualquer coisa, em Portugal. Aguentei, sempre, com a demagogia da esquerda e da extrema esquerda, que pouco vale, porque já os conheço há 60 anos, mas com traições da direita ou do centro-direita, custa-me a conviver, porque não me deixa alternativa fiável. Consigo perdoar alguns, pela ingenuidade do instante, mas a outros, é impossível conviver com a volatilidade da caça ao voto e com vinganças subjetivas.

Não pode valer tudo, na política, porque confrontado, assume outra versão. Um impreparado que o povo, estou em crer, vai ajuda-lo a perceber. Na Comunicação Social já nada me espanta, leva-o ao colo e insiste. Se fosse eleito, o Chega Unipessoal, desaparecia, ou então na Presidência, nomeava o Chega para governar.

Cotrim, sinceramente, nunca gramei gajos assim, desde miúdo. Convivi com eles, na escola, não os hostilizo, mas por princípio e se não se atravessarem no meu caminho, evito dar-me com eles. Júdice dizia “Joao Cotrim, é um senhor e nunca usaria a linguagem de carroceiro que a senhora diz que ele usou. Um senhor com a formação que ele tem nunca usaria aquela linguagem”. Isto começa a ser a candidatura “dos sem vergonha”. Então, este senhor, faz-me lembrar a marquesa de esmerada educação que recebera na Suíça e que retirou “Porra” pelo “Chiça”.

Todos sabiam dentro partido. Reflitam porque é que foi para a Europa e o que se passou com Inês Bichão e, provavelmente, com outras senhoras que pelos vistos não podem ter voz. Não faço juízos de intenção, nem me interessa, mas todos(as) sabiam. Não mintam.

Catarina Martins serve para o BE ter tempo de antena.

Filipe serve como boia de salvação para o PCP se afundar ainda mais.

Vieira é um candidato que me põe bem-disposto nesta campanha. Se ganhar, retenho o vinho canalizado para todos, o Porsche para todos e o jantar no Palácio. Um candidato que melhor satiriza o momento atual do país.

Alguns destes candidatos, trocaram as voltas às ideologias que me parecem vincadas, em alguns, mas que suscitam questões de essência, muitas vezes. Deixo esta reflexão para votarem bem no dia 18/01, que me parece importante: o que leva um trabalhador por conta de outrem ou um funcionário publico, a votar numa pessoa que defende o despedimento livre? Refiro-me a Cotrim. Quem assedia mulheres e não explicou e quem pagou a sua campanha? O IL.

Votem bem e não se arrependam, como me arrependi, de votar em Marcelo Rebelo de Sousa, depois das “cunhas” com as gémeas brasileiras entre outras…. O povo paga sempre a estes gestores de meia tigela que nunca geriram empresas a sério.

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