No próximo dia 12 de outubro estamos todos convocados a exercer o direito cívico de votar para essas eleições.
Nos termos da lei, as candidaturas têm de ser apresentadas até 55 dias antes da data marcada das eleições, pelo que será muito interessante saber quantas candidaturas aparecerão em cada município, e a que órgãos, pois uns poderão concorrer apenas à Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal e outros a todos os órgãos autárquicos.
Os partidos políticos são indispensáveis em democracia.
Sempre se disse que as eleições autárquicas têm uma especificidade local.
A contabilidade eleitoral será por autarquia, forçosamente vai ter de haver leitura nacional.
Veremos quais os partidos a perder autarquias, quais os vencedores.
Quais as presidências de Câmaras conseguidas pelos candidatos/as, quantos vereadores e deputados municipais e locais conseguiu cada candidatura?
Saberemos como ficará pintado o novo mapa de Portugal e quais as análises a extrair do ato eleitoral.
Tomaremos conhecimento quem foram os candidatos que mudaram de cor política, quem recebeu apoios partidários, apresentando uma candidatura independente.
Saberemos quais e quantas as coligações efetuadas com apoios partidários. Quais os partidos que decidiram não concorrer neste ou naquele concelho e apoiaram um candidato/a independente. Vamos ter muita matéria de análise.
Tenho a perceção de que, de norte a sul do país, haverá muitas candidaturas independentes.
Será que vai haver uma proliferação (no bom sentido do termo) de candidaturas independentes?
As dinâmicas autárquicas são interessantes… muitas podem ser as razões possíveis para se fazerem candidaturas independentes, por mérito próprio certamente. Uns não estão dispostos a fazer o “frete” de terem de ir através de um partido, outros porque no respetivo concelho o partido pelo qual têm o seu nome conotado, não lhes acrescenta valor e eles/as, entendem que valem mais que o respetivo partido.
Todos os partidos têm a aprender com os cidadãos, afinal os partidos são feitos de pessoas, com as suas qualidades e defeitos.
Os candidatos/as partidários têm a vida mais facilitada, pois contam com a logística e tudo o que isso envolve, a máquina do respetivo partido.
Como ficará a nova composição da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) e da ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses)?
Aguardemos pelos resultados eleitorais de 12 de outubro e, depois, façamos a análise da nova situação política, nomeadamente a correlação de forças.
Técnico de Formação Profissional







