A espera de 14 anos terminou oficialmente. Numa atmosfera eletrizante na Jyske Bank Boxen, a Dinamarca, tetracampeã mundial em título, derrotou a Alemanha por 34–27 para se sagrar campeã europeia de andebol.
Esta vitória marca o terceiro título europeu da Dinamarca (juntando-se aos de 2008 e 2012) e consolida o legado desta equipa como uma das melhores da história da modalidade. Com este triunfo, os dinamarqueses alcançam a rara “tríplice coroa”, detendo simultaneamente os títulos Olímpico, Mundial e Europeu.
A Final: Uma Aula de Andebol Dinamarquês
Apesar do equilíbrio intenso na primeira parte, a qualidade coletiva e a disciplina tática da Dinamarca acabaram por desgastar a resistência alemã.
MVP: O MVP do torneio, Mathias Gidsel, esteve novamente sensacional, batendo o recorde de golos num único EHF EURO, com um total de 68 remates certeiros.
Impacto entre os postes: Apesar de Emil Nielsen ter iniciado o encontro de forma segura, foi Kevin Møller quem acabou por fazer a diferença mudando o rumo do jogo. Lançado a partir do banco, realizou uma exibição de alto nível, digna de “Homem do Jogo”, com um conjunto de defesas determinantes que travaram o ataque alemão.
Resistência Alemã: A Alemanha, liderada pela experiência de Andreas Wolff na baliza e pelo esforço goleador de Juri Knorr e Johannes Golla, manteve o marcador em 18–16 ao intervalo. Contudo, o cartão vermelho direto a Tom Kiesler, logo aos 14 minutos, revelou-se um golpe duro na rotação defensiva.
Drama no Bronze: Croácia Leva a Melhor sobre a Islândia
Mais cedo, o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares serviu de antevisão perfeita para a intensidade da noite. A Croácia garantiu a sua primeira medalha europeia desde 2020 ao vencer a Islândia por 34–33.
“Para nós, esta medalha de bronze vale ouro. Mostrámos carácter em todos os jogos deste torneio.” — Luka Cindrić, Central da Croácia
O encontro foi uma montra de brilhantismo ofensivo:
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Tin Lučin comandou o ataque croata com 9 golos e 9 assistências, sendo eleito o melhor em campo.
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O islandês Ómar Ingi Magnússon deu um espetáculo de eficácia, somando 12 golos (incluindo 10 de livre de sete metros), mas o seu esforço final não foi suficiente para recuperar da vantagem de seis golos que a Croácia construiu na fase final da segunda parte.
EHF EURO 2026: Classificação Final
| Posição | Equipa |
| Ouro | Dinamarca |
| Prata | Alemanha |
| Bronze | Croácia |
| 4.º Lugar | Islândia |
| 5.º Lugar | Portugal |
Portugal faz história com o 5.º lugar A fechar o top 5, Portugal despediu-se do torneio com um resultado histórico. Ao garantir o 5.º lugar, a “Seleção das Quinas” estabeleceu a sua nova melhor marca de sempre em Europeus (superando o 6.º lugar de 2020), confirmando que o andebol português pertence agora à elite absoluta do continente. Com uma nova geração de talentos a assumir o protagonismo, Portugal deixa o EHF EURO 2026 com o respeito dos adversários e como uma das seleções mais temidas do panorama internacional.
O torneio, coorganizado pela Dinamarca, Noruega e Suécia, concluiu-se como um enorme sucesso para os anfitriões escandinavos, tanto no campo como nas bancadas, com mais de 15.000 adeptos a encherem o pavilhão no dia das decisões.
Fotógrafo/Editor/Engenheiro Eletrotécnico







