Portugal destaca-se negativamente no que respeita à denúncia de assédio laboral, com apenas 20% dos trabalhadores a reportarem condutas abusivas de que tiveram conhecimento, segundo dados do Institute of Business Ethics, em colaboração com a Católica Porto Business School. Entre os principais motivos apontados estão o medo de retaliações e a descrença na punição dos infratores.
Neste contexto, o Centro de Estudos Dantas Rodrigues (CEDR), estrutura formativa da consultora Dantas Rodrigues & Associados, tem vindo a desenvolver ações para promover uma cultura organizacional preventiva e consciente. Um dos seus cursos é dedicado especificamente à prevenção e atuação em casos de assédio laboral.
“Deve ser apanágio de qualquer organização implementar um procedimento ágil e simples de denúncia, no sentido de punição do agressor e do apoio psicológico da pessoa que sofreu assédio”, afirma Joaquim Dantas Rodrigues, sócio-partner da consultora e professor de Direito.
A formação destina-se a dirigentes, técnicos superiores e colaboradores, e visa capacitar os participantes para a criação de protocolos de prevenção, identificar os diferentes tipos de assédio e compreender o impacto psicológico, legal e empresarial deste fenómeno.
“Vários estudos indicam que o assédio no trabalho provoca um impacto psicológico profundo, com vítimas frequentemente a desenvolverem perturbações como ansiedade, depressão, distúrbios do sono, e, em casos mais graves, stress pós-traumático. E para além da questão moral e legal, há que adicionar a dimensão empresarial. Dado que as ações de uns quantos prejudicam incomensuravelmente o desempenho e a produtividade das empresas, e tamanho mal tem de ser cortado pela raiz, dentro de cada organização”, sublinha ainda Joaquim Dantas Rodrigues.
OC/JJS






