Chega-se a uma fase da vida em que os olhares são diferentes… todavia a partilha de experiências de vida pode conduzir a melhorias, afinal queremos melhoria em tudo, na vida pessoal, profissional, familiar, etc…
Abordo, na minha qualidade de cidadão, várias temáticas, sem precedências, entre outras: questões ambientais, económicas, sociais, culturais, associativas, de cidadania. Escusado é dizer políticas, pois esta está em tudo…
Tenho amigos de muitas cores políticas e futebolísticas, prezo a amizade salutar, se assim não chegar a sê-lo, não atinge a amizade e fica-se pelo conhecido/a.
Gosto duma boa conversa, gosto de política e de futebol, esse desporto rei, mas não alinho na política partidária e futebolística clubística, com o devido respeito por quem a tem.
Quanto à religião, faço a minha manifestação de interesse, afirmando que sou católico praticante e tenho amigos, naturalmente, católicos, agnósticos e ateus.
Converso com todos, até de outras religiões, sendo a conversa mais difícil, mas não impossível, com ateus. Cumpridas pelas partes, quanto às regras do respeito mútuo e sã convivência, estamos bem. Quem me conhece sabe que é assim.
Nos vários grupos formais e informais em que participo, faço questão de sublinhar, que as ideias que aqui expressar, apenas espelham/representam minha pessoa.
Questões do mundo do trabalho, empresas, instituições, sou um apaixonado pelas Organizações, tenho muito prazer em partilhar convosco o que tenho feito, ao longo deste último ano.
Há tempos, dei por mim, a recordar uma de muitas viagens de Comboio (Alfa). O companheiro de viagem era um adulto de trinta e tal anos, que foi relatando as dificuldades de emprego, melhor dizendo de trabalho, pois os que tivera tinham sido a recibos verdes, enaltecia a sua família, especialmente os pais, que o ajudavam a minorar as dificuldades. Há cerca de quatro anos, lá conseguiu um emprego (contrato a termo certo). O “trintão” é licenciado, de cultura mediana e de pensamento positivo. Entrei no comboio em Braga, foi uma ótima conversa entre Porto e Lisboa. Deu para falar do Desenvolvimento Vocacional e da Carreira (Informática). Da dificuldade de conciliação da vida pessoal, profissional e familiar. «Sabe, isto é muito exigente, a evolução tecnológica, novas aplicações, desenvolvimento do software, os desafios da IA (inteligência artificial),
o senhor é um bom conversador». Dado o mote, desenvolve e não se inibe de dar as suas opiniões, apesar de nos conhecermos na viagem, já parecíamos amigos, de longa data.
Num ápice, o comboio chega a Coimbra, paragem rápida e conversa de novo. Entra um jovem casal de namorados, que ocupa as cadeiras laterais, diligente retira a pasta e facilita a passagem. Com o comboio, já em marcha, o casal de namorados ocupa os seus lugares. Nós retomámos o diálogo, «sabe, queria casar», disse ele. Ouvi-o atentamente. «A minha namorada», disse ele, «é Bolseira de investigação, a vida está cara, há tantas instabilidades na vida, estamos na casa dos pais, estamos cheios de projetos»… «Vocês é que sabem», retorqui, «mas já pensou que cada fase da vida tem os seus desafios e se procura a altura ideal… essa pode não aparecer, pois, na vida, entram, sempre, novas variáveis…».
Concordou, não deu para aprofundar mais a conversa, o aviso sonoro anunciava a estação do Oriente. Despedimo-nos cordialmente e com votos de felicidades.
Técnico de Formação Profissional








