Centenas de portugueses de todas as idades apoiam Portugal na “Disneylândia dos adultos”

Nesta edição do festival, que começou em 2005 e que decorre numa área equivalente a 63 campos de futebol após 53 dias de montagem, o tema é “Orbyz” e remete para um universo de gelo repleto de criaturas míticas e segredos antigos. São esperadas cerca de 400 mil pessoas com mais de 200 nacionalidades

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Um dos palcos do Tomorrowland ficou camuflado por bandeiras de centenas de portugueses que assistiram à atuação do dj português Diego Miranda, no festival conhecido como a “Disneylândia dos adultos”, cumprindo sonhos de décadas com família e amigos.

O mítico festival de música eletrónica Tomorrowland terminou ontem na cidade belga de Boom e, no sábado, contou com a atuação do português Diego Miranda num palco circundando por árvores, plantas e decoração de fantasia remetendo para uma natureza mágica, que ficou coberta pelo verde, vermelho e amarelo da bandeira portuguesa.

“‘Bora’, Portugal”, disse Diego Miranda, já enrolado numa dessas bandeiras da audiência, dirigindo-se às centenas de portugueses que assistiam à sua atuação.

Gabriela está junto a este palco num grupo de oito familiares de 40 a 50 anos do Fundão e contou à Lusa que estar no Tomorrowland “é a concretização de um sonho”.

Desde que o festival existe, [realiza-se desde 2005] que queríamos vir”, disse Gabriela.

Ao seu lado, Nuno corroborou: “É fantástico, é para repetir. Hoje queríamos estar aqui para apoiar um dj português”.

Entendemos porque chamam a isto a ‘Disneylândia dos adultos”, remata Gabriela.

Também com uma bandeira portuguesa estiveram Lia e o namorado Emanuel, de 26 e 30 anos, que vivem na Suíça, originários de Águeda. Estiveram pela primeira vez no Tomorrowland.

Isto era um sonho para nós. Não tenho palavras”, afirmou Lia à Lusa.

Ao contrário da família de Gabriela, o casal Lia e Emanuel ficou alojado no parque de campismo do festival e, tendo todos os gastos em conta (bilhete, parque de campismo e voos), diz gastar cerca de 1.500 euros por pessoa.

Vale muito a pena, mas estive cinco horas e meia a tentar comprar bilhete”, aponta Lia, relatando as dificuldades em conseguir entrada devido ao sistema de vendas ‘online’ com lugares limitados e escolhidos aleatoriamente, que esgota rapidamente dada a popularidade do festival.

Estão aqui mais portugueses do que estava à espera”, comentam ainda.

A repetir o sonho de participar no Tomorrowland pelo terceiro ano está Rui, que veio de Felgueiras com um casal amigo.

Rui adiantou à Lusa que, “como o festival está a ser comercializado, está mais na moda e isso traz mais portugueses.

Mas este vai ser sempre o melhor festival”, garante Rui, que não hesitou em “apoiar Portugal” ao assistir à atuação de Diego Miranda.

Em entrevista à Lusa, Diego Miranda disse que repetiu no sábado “o sonho” concretizado há vários anos de tocar no festival de música eletrónica Tomorrowland, que lhe deu “visibilidade internacional” e atrai “um entusiasmo crescente” de festivaleiros portugueses.

Nesta edição do festival, que começou em 2005 e que decorre numa área equivalente a 63 campos de futebol após 53 dias de montagem, o tema é “Orbyz” e remete para um universo de gelo repleto de criaturas míticas e segredos antigos.

Cerca de 400 mil pessoas com mais de 200 nacionalidades são esperadas nos dois fins de semana do festival Boom para assistir à atuação de mais de 850 dj em 16 palcos.

Entre os dj presentes, 14 do alinhamento são brasileiros, sendo esta uma das principais nacionalidades participantes no Tomorrowland – não fosse a edição que se realiza no outono em São Paulo –, à qual se juntam portugueses e de outros países lusófonos, mas principalmente belgas e norte-americanos, de acordo com a organização.

Entre as centenas de dj presentes estão o português Diego Miranda e os internacionais Amelie Lens, Armin van Buuren, Bob Sinclar, Charlotte de Witte, David Guetta, Dimitri Vegas & Like Mike, Hardwell, John Summit, Lost Frequencies, Martin Garrix, Steve Aoki e Swedish House Máfia.

Quanto a dj brasileiros, contam-se Alok, Anna, Vintage Culture e Zerb.

O festival, conhecido como a “Disneylândia para adultos”, está esgotado há vários meses.

OC/MP

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