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Segunda-feira, Junho 17, 2024

André Ventura considera o cargo de diretor executivo do SNS “mais um tacho”

O presidente do Chega, André Ventura, mostrou-se hoje “estruturalmente contra” o cargo de diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considerou ser “mais um tacho” e “mais uma carrada de dinheiro que se gasta”.

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Não precisamos de um diretor executivo do SNS porque temos um ministro da Saúde, temos um cargo que já é para gerir a saúde. Estamos a criar cargos em cima de cargos desnecessariamente”, afirmou.

André Ventura, que falava à margem de uma reunião com a direção da Casa de Saúde de São João de Deus, no Funchal, no âmbito da campanha para as eleições regionais de domingo, reagia assim à nomeação do médico António Gandra d’Almeida para substituir Fernando Araújo como diretor executivo do SNS, anunciada hoje pelo Ministério da Saúde.

O que vou dizer não tem nada a ver com o nome e com o percurso pelo qual tenho reconhecimento e também a ideia de que se trata de uma personalidade com empenho e com vontade de contribuir para a causa pública, nada tem que ver com isso”, alertou, antes de considerar que o cargo é “mais um tacho”.

André Ventura disse não entender a necessidade do cargo, vincando que não há direções executivas nos outros ministérios.

“É mais um cargo político, é mais um tacho, é mais um salário, é mais uma carrada de dinheiro que se gasta”, disse, acrescentando que “o Dr. Fernando Araújo [agora substituído por Gandra d’Almeida] esteve no cargo de diretor executivo do SNS e a saúde não parou de piorar nos últimos dois anos”.

O líder do Chega desafiou, por outro lado, o Governo da AD a reduzir em 25% até ao final do ano os cargos políticos do Estado e também a frota automóvel, estimada em 25 mil viaturas, na mesma percentagem.

Na ocasião, André Ventura abordou também a proposta do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, na sequência de uma revisão do Regimento, para que seja criado um voto de repúdio ou rejeição, perante um insulto ou uma injúria, que será votado quase de imediato.

O que eu acho, honestamente, e vou procurar não ser deselegante, acho que isto é um absoluto disparate”, disse, lamentando que o país esteja “parado por causa de umas expressões sobre turcos ou sobre o ambiente que se vive no parlamento”.

Ventura considerou que o país tem muitos problemas para resolver e, por isso, criticou o facto de a discussão na Assembleia da República incidir sobre os nomes que se pode pronunciar: “se podemos dizer turcos, chineses, se podemos dizer eu vi-me grego para chegar aqui”.

Eu gostava que o senhor presidente da Assembleia da República ponderasse no que é que pode estar a criar na Assembleia da República, porque imagine que, agora, a cada momento que algum grupo parlamentar se sente ofendido ou maltratado já tinha a defesa da honra, agora tem a defesa da honra e um voto de repúdio”, disse.


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