A aldeia onde a demência encontra liberdade

Hogeweyk, nos Países Baixos, funciona como um pequeno bairro: casas partilhadas, supermercado, café, teatro e jardins. Os profissionais de saúde vestem-se como vizinhos e comerciantes, acompanhando os residentes de forma discreta, mas permanente. O objetivo é preservar rotinas, reduzir a ansiedade e oferecer qualidade de vida num ambiente que se assemelha ao quotidiano real.

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Nos Países Baixos, existe um lugar onde a demência não é tratada entre corredores brancos e portas fechadas. Chama-se Hogeweyk e é considerada uma das experiências mais inovadoras do mundo nos cuidados a pessoas com demência.

Em vez de um lar tradicional, Hogeweyk funciona como um pequeno bairro: casas partilhadas, supermercado, café, teatro e jardins. Os profissionais de saúde vestem-se como vizinhos e comerciantes, acompanhando os residentes de forma discreta, mas permanente. O objetivo é preservar rotinas, reduzir a ansiedade e oferecer qualidade de vida num ambiente que se assemelha ao quotidiano real.

O projeto é gerido pela organização Vivium Zorggroep e tornou-se referência internacional, inspirando iniciativas semelhantes noutros países. Especialistas e entidades como a Alzheimer’s Disease International destacam o modelo como exemplo de cuidados centrados na dignidade e autonomia.

Mais do que uma aldeia, Hogeweyk é uma nova forma de olhar para a demência — com humanidade, respeito e inovação.

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