Terras sem Sombra regressa a Mértola

O Festival Terras sem Sombra passa por Mértola em maio com um programa que junta música, património e biodiversidade, destacando um concerto da violoncelista suíça Estelle Revaz e atividades ligadas ao Guadiana e à raça mertolenga.

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Mértola recebe, nos dias 16 e 17 de maio, mais uma etapa do Festival Terras sem Sombra, com uma programação que cruza música, património cultural e biodiversidade, em várias iniciativas de acesso livre.

O destaque musical acontece a 16 de maio, às 21:30, na igreja matriz de Nossa Senhora Entre-as-Vinhas, com o concerto “Pablo Casals e Johann Sebastian Bach: Diversas (Talvez Muitas) Afinidades Eletivas”, interpretado pela violoncelista suíça Estelle Revaz.

Estelle Revaz. CMM direitos reservados.

O recital propõe uma revisitação das suites para violoncelo de Johann Sebastian Bach, a partir da influência interpretativa de Pablo Casals, figura determinante na redescoberta moderna destas obras.

Estelle Revaz, nascida em 1989, desenvolve carreira internacional com presença regular em salas e festivais da Europa, Ásia, África e América do Sul. Em 2023, foi eleita deputada para o Conselho Nacional suíço, onde acompanha matérias ligadas à cultura e proteção social.

Na vertente patrimonial, o festival promove, no dia 16 de maio, às 15:00, o roteiro “Engenhos, Memórias, Paisagens: Os Moinhos de Mértola”, orientado pelo arquiteto e investigador Bruno Matos, com ponto de encontro na Achada de São Sebastião.

A visita propõe uma leitura do património molinológico local, ligado durante séculos à organização económica e social do território, com passagem por referências como o moinho do Alferes e o moinho de São Miguel.

No dia 17 de maio, às 09:30, o programa centra-se na biodiversidade com a atividade “A Raça Mertolenga: Uma Perspetiva Agroecológica”, na herdade Casa do Coelho, em Corte do Pinto.

Raça Mertolenga. CMM direitos reservados.

A visita será orientada por Alice Nunes, João Madeira e José dos Santos Romana, contando também com a presença de José Luís Coelho Silva, do Ministério da Agricultura.

A iniciativa aborda o papel da raça bovina mertolenga na sustentabilidade do montado alentejano, a adaptação às alterações climáticas e a valorização de sistemas produtivos associados ao território.

A passagem do festival por Mértola conta com a parceria do Município de Mértola e da Embaixada da Suíça, além do apoio da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação “La Caixa” e da CCDR Alentejo.

OC/RPC

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