“Serendipidade – 50 crónicas do acaso e do ocaso” de José Paulo Santos – Um livro que toca-nos na alma

José Paulo Santos lançou novo livro. Chama-se "Serendipidade - 50 crónicas do acaso e do ocaso", sob a chancela da Editorial Novembro. Trata-se de uma coletânea de artigos publicados no jornal O Cidadão entre 2024 e 2025. O evento teve lugar na sala Nietzsche, da Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. A Historiadora Raquel Varela fez a apresentação e a mesa foi composta por Onésimo Teotónio de Almeida, Escritor, Filósofo e Professor, autor do Prefácio; Ângelo Ribeiro, escultor e responsável pelas ilustrações; Alberto Jorge Santos, Diretor de O Cidadão e Ana Sofia Melo, revisora da obra.

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“Receitas para salvar a humanidade”, escreve Onésimo Teotónio de Almeida no Prefácio de “Serendipidade – 50 crónicas do acaso e do ocaso”, de José Paulo Santos.

“Serendipidade – 50 crónicas do acaso e do ocaso”, de José Paulo Santos, com capa e ilustrações de Ângelo Ribeiro, reune crónicas que o autor publicou no jornal “O Cidadão”, em 2024 e 20225 Foto de ANTÓNIO PROENÇA

Reflexão interessante do Escritor e Filósofo, uma vez que os textos destes livro são, muitos deles, incisivas críticas ao atual estado  da sociedade em que vivemos. Dilemas éticos e sociais.  Todos eles assentam numa base humanista e convidam o leitor a refletir,  não deixando passar em vão, situações importantes para a sua vida em comunidade.

José Paulo Santos fala de “Serendipidade”. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

Os textos abordam questões sociais,literárias, filosóficas, políticas e éticas. Escritas com simplicidade – como devem ser as crónicas jornalísticas – emoção e, também, humor subtil.

O Professor, Filósofo e Escritor, Onésimo Teotónio de Almeida prefaciou a obra. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

Ambiente intimista

A apresentação decorreu na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, local onde diferentes formas de arte entrecruzam-se. Ter sido realizada na Sala Nietzsche é de forte simbolismo. Onésimo Teotónio de Almeida, referiu-o várias vezes durante a sua preleção.

Foi num ambiente intimista, com vários escritores e professores presentes, que decorreu o evento. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

A mesa foi composta, além do autor, por Raquel Varela, Onésimo Teotónio de Almeida, Alberto Jorge Santos, Ângelo Ribeiro e Ana Sofia Melo. O ambiente intimista deu à apresentação o “clima” adequado para o tipo de artigos que constituem a obra.

Na bem recheada plateia, não faltaram  escritores, filósofos e professores. Entre os quais, Luis Filipe Sarmento, Fernando Pinto do Amaral, Pedro Branco, Ana Branca (Artista Plástica) e Abdeljelil Larbi.

A “mesa” que apresentou o livro. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

Surpresas

É normal os livros de crónicas serem acompanhadas por ilustrações. Dá-lhes mais vida e enriquecem-nos artisticamente.

O que já não acontece com frequência é vermos exposta, fisicamente, uma obra de arte (escultura) que representa a ilustração da capa. Ângelo Ribeiro, o criador, chamou-he “Homem-Gato” e é dedicada ao escritor, José Paulo Santos, desde há muito, amante destes felinos.

A obra, o “Homem-Gato” vai ser leiloada entre os leitores– assim, dentro de cada livro está um folheto para que possam participar neste leilão. Naturalmente, quem oferecer maior valor leva esta belíssima escultura para casa. Confira abaixo.

Direitos Reservados

A escultura Homem‑gato

O “Homem-Gato”, escultura de Ângelo Ribeiro e que está retratada na capa da obra. Foto de ANTÕNIO PROENÇA

A escultura Homem‑gato (2026), da autoria do escultor Ângelo Ribeiro, é uma obra única e original, criada em ferro, em tom de preto texturizado, com as seguintes características:
Altura: 59 cm
Comprimento: 23 cm
Largura: 30 cm
Peso: 3 kg
Cor: preto texturizado

Emoções ao rubro

Obras, autor e ilustrador. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

O final da apresentação constituiu um momento alto. O autor tomou a palavra e dedicou “Serendipidade”, individualmente, a todos os presentes, a quem apelidou de “príncipes da serendipidade”. Palavras fortes, emotivas, particularmente a Ana Sofia Melo,  sua companheira e a quem dedicou o livro.

Dicionário

Serendipidade é uma palavra com algum uso na língua inglesa – “serendipity”-, mas pouco comum no português. Pedimos a José Paulo Santos que explicasse o significado (ver vídeo), pois cremos que algumas (muitas) pessoas desconhecerão e terão de ir ao dicionário. Foi isso mesmo que o autor respondeu. Que não ia explicar porque é importante incentivar as pessoas a usarem o dicionário. E por concordarmos, fazemos o mesmo. Aconselhamos uma visita ao Dicionário da Língua Portuguesa…

A Historiadora Raquel Varela apresentou “Serendipidade”. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

O autor

José Paulo Santos lança o seu último livro na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

José Paulo Santos nasceu em Sever do Vouga, em 1969. É professor de Português e Francês, Mediador Linguístico e Cultural, cronista e poeta, formador em Comunicação Não Violenta. Publica regularmente crónicas no jornal O Cidadão e na Revista Visão, bem como ensaios de natureza filosófica e humanista na Revista Athena.pt.

Reside em Aveiro e viveu e trabalhou em França, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Tunísia e Brasil, experiências que marcaram de forma decisiva a sua identidade intercultural e o seu percurso literário. Licenciado pela Universidade de Aveiro, lecionou desde 1993 em Portugal e no estrangeiro, incluindo no Instituto Superior de Línguas de Tunes. Integra o Conselho Consultivo do Observatório da Língua Portuguesa.

É colaborador do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona e membro ativo da Comunidade de Aprendizagem e Investigação em Mediação Social e Educativa do CeiED, participando em projetos nacionais e europeus de investigação e formação, nomeadamente o projeto europeu ArlekinPro, financiado pelo programa Erasmus+. Desenvolve trabalho como formador em mediação escolar, integrando práticas de Comunicação Não Violenta e modelos restaurativos de construção de paz.

É autor de Aldeias em Mim (2017) e de O Invisível do Voo (2021), tendo poemas publicados em revistas e antologias, entre as quais Terra, Uma Poética de Nós, ao lado de Mia Couto e Boaventura de Sousa Santos. Representou Portugal no Festival International de Poésie de Sidi Bou Said (Tunísia, 2018) e participou no Festival de Poesia de Lisboa (2021).

Está igualmente previsto para 2026 o lançamento do conto infantil bilingue A Lira Sonhadora e o Arco‑íris Eterno, assinalando a estreia do autor neste género literário, e ainda a 2ª Edição do livro O Invisível do Voo.

A professora Ana Sofia Melo reviu os textos de uma obra que lhe foi dedicada pelo autor. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

O ilustrador

O Escultor Ângelo Ribeiro fez a capa e as ilustrações. Foto de ANTÓNIO PROENÇA

Ângelo Ribeiro é um escultor português contemporâneo. A sua linguagem artística assenta nas técnicas do metal e da pedra.  Aprecia a interação entre estes materiais. Desenvolve a sua prática artística desde 1995 e já realizou inúmeras exposições em galerias e feiras de arte.

Recebeu vários prémios pelo seu trabalho: Prémio de Escultura no Concurso Nacional de Belas Artes de Penedão, 2006; Menção Honrosa no Prémio Nacional de Escultura – Homenagem a Aureliano Lima – VN Gaia; Prémio Argo 2003, CONCURSO, Concurso Nacional de Escultura em Cerâmica e Metal, Gondomar, entre outros.

Angelo Ribeiro nasceu em 1967  e licenciou-se em Belas Artes – Escultura – na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A sua arte integra coleções públicas e privadas por todo o país.

O livro está à venda nas principais livrarias físicas e online.

Ouça/Veja os protagonistas do evento no vídeo que abre este artigo.

Reportagem OC: Alberto Jorge Santos (Texto), António Proença (Fotos) e Filipe Romariz (câmara e edição vídeo)

 

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