Nunca vamos entender um Presidente suicida. Nunca entenderemos os republicanos que procuram a desordem mundial. De Bush a Trump, o mundo ganhou o quê? Como é possível os republicanos não terem aprendido a lição? Já se percebeu a trapalhada em que nos meteram.
Já o tinham feito em 2001, sem retirarem a lição devida. Espero, como retribuição, que todos, mas todos os que defendem Trump, por interesses diversos, tenham o mesmo caminho, no futuro. Dos republicanos espero tudo, desde a irresponsabilidade de eleger até à loucura total. Gente sem bom senso que promove a discórdia e não defende as democracias.
A propósito, estes dias, o Japão foi coerente e disse: “Não. Não de novo”… repetindo as vezes que foram necessárias ao pedido de envio de navios de guerra para o Estreito de Ormuz. A Austrália reafirmou o mesmo: “Não ao envio de navios”… para o mesmo efeito. A Europa e o Reino Unido afinaram, finalmente. Trump mentia e dizia que eram favas contadas. Todos estes e mais alguns são aos mesmos aliados, que Trump está a pedir ajuda para o salvar da trapalhada em que se meteu, depois de lançar uma guerra imprudente, ilegal tal e qual o Bush, no Iraque, em 2001, afirmando despudoradamente que os EUA já tinham “ganhado”, sem plano, nem estratégia… percebemos que não vai acabar bem.
Os EUA são o maior desassossego da humanidade e Trump deveria ser julgado por genocídio. Recordam-se que o mesmo individuo, o ano passado, injuriou, insultou os nossos aliados, ameaçou-os, minando alianças que levaram gerações a construir e a estabilizar… tratando a diplomacia dos países, como um reality show.
Agora pede ajuda. Não tem vergonha! Tomamos consciência do disparate e como as decisões (“intuitivas”), desastrosas, desestabilizaram a região e as rotas de navegação globais. Subitamente, implora ajuda aos países aliados. Claro, que não lhes restavam outra solução, senão recusar. Temos a “cereja no topo do bolo” da política americana promovida por Trump: alienar aliados, destruir toda a confiança e transformar os EUA num catavento, igual a um Estado Pária (“ou pária internacional é uma nação cuja conduta viola normas internacionais, resultando em isolamento diplomático, sanções e condenação pela comunidade global. São frequentemente regimes autocráticos que desrespeitam direitos humanos ou apoiam o terrorismo, sendo tratados como excluídos ou “vilões” na política internacional. global.”).
O mundo sobreviveu à guerra fria com alianças fortes entre os Estados e a EUA, durante décadas, mas Trump conseguiu destruir, em tempo recorde, tudo o que os Estados construíram recebendo a devida compensação. Mas pior do que isto são os números que apresenta a economia americana: das mais endividadas do mundo, compra de títulos de divida dos EUA – se não se compra os juros sobem, se os juros sobem a divida aumenta e assim sucessivamente. A Europa detém cerca de 40% da divida Norte-americana – percebo o sorriso de Merz – e podem perguntar à vontade, se as compras diminuíram porque a resposta é não. Aumentaram ao ponto, de neste momento, representarem 80% das compras da divida Norte americana, aumentando ainda mais a dependência da Europa por parte dos americanos.
Afinal, nós, Europeus, não dormimos. De todo! Merz dizia que era de todo o interesse continuarmos aliados (com sorriso maroto) com o respeito pelos valores fundamentais da democracia e do Estado de Direito, porque sabia do que falava. A correr mal, corre para todos e caímos todos. É altura do povo americano repensar os atos eleitorais e olhar os números das sondagens: Wall Street Journal, publica em Janeiro deste ano que “dois terços dos eleitores entre os 18/29 anos desaprovam as prioridades do Presidente”. Esta pesquisa revelou que metade dos eleitores com menos de 30 anos disseram que apoiariam o candidato democrata se as eleições – meio do mandato de 2026 – fossem realizadas hoje, enquanto 43% disseram que escolheriam um republicano. O Economist/YouGov descobriu que 25% dos adultos nos EUA entre 18/29 anos aprovam a forma como Trump esta a lidar com o seu trabalho enquanto 67% desaprovam. Isto é uma marca na mudança de paradigma que é muito significativa em relação aos resultados da sondagem de 2025, da mesma publicação: 50% dos adultos nos EUA com menos de 30 de anos aprovaram Trump e 42% desaprovaram.
Por fim, é preciso não esquecer e tenho bem presente, que o Irão é um Estado Terrorista Religioso, advoga o martírio sagrado e prefere suicidar-se, com estrondo, a claudicar ao Ocidente e ao inimigo de morte, Israel.
Descansem, porque vão usar toda a tecnologia e promover uma “guerra limpa” como sempre o fizeram, sem tréguas. Vão usar todas as táticas de terrorismo e a guerra híbrida possível porque são fanáticos religiosos, apoiam o suicídio mártir e não há “art of a deal” mas sim Jihad.
Obrigado, Trump és um gajo porreiro. O Mundo e os americanos vão reconhecer. Vamos aguardar pelo Epstein a ver se ainda vamos a tempo de salvar o mundo de uma besta despudorada de valores e princípios. 
Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”














