Porto e Gaia | Ponte Ferreirinha em bom ritmo de construção

A partir do dia 25, a Metro do Porto vai realojar, por quatro meses, 13 agregados familiares do bairro de Massarelos, na sequência da construção desta obra de arte de mobilidade que traduz a nova passagem para a outra margem do Douro. Para além do Metro, serão privilegiados igualmente modos de mobilidade verde e suave, através das ciclovias e dos caminhos pedonais que ocupam quatro das duas faixas laterais.

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A ponte D. Antónia Ferreira sobre o rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia, que servirá a Linha Rubi do Metro do Porto, que liga a Casa da Música a Santo Ovídio, está em bom ritmo de construção.

A partir do dia 25, a Metro do Porto vai realojar, por quatro meses, 13 agregados familiares do bairro de Massarelos, no lado da cidade Invicta, devido à construção desta nova travessia (a sétima) sobre o Douro, uma obra arquitetónica que se localiza a 500 metros a montante da Ponte da Arrábida e se insere numa zona de cariz urbano, intercalada com pequenas áreas florestais nas encostas.

Lado Campo Alegre | Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Esta obra de arte de mobilidade, projetada pelo consórcio NOARQ (José Carlos Nunes de Oliveira), Laboratório Edgar Cardoso (Eng. Filipe Vasques) e Arenas e NOARQ (Miguel Sacristan), estende-se ao longo de 835 metros, com uma cota de 70 metros acima do rio e um vão principal de cerca de 430 metros em betão, ligando as estações do Campo Alegre e da Arrábida.

Do lado da cidade do Porto, o percurso pela Ponte Ferreirinha começa a fazer-se pelas proximidades da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), chegando em seguida por cima do leito do rio, onde não haverá qualquer pilar de apoio, de modo a garantir uma harmonia em termos visuais e paisagísticos. Já em Vila Nova de Gaia, a ponte alcança o início da VL8, terminando antes da chegada à estação da Arrábida, lê-se no site da Metro do Porto.

Lado Campo Alegre | Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

A ponte D. Antónia Ferreira é, em Portugal, uma das poucas vias de comunicação que não se destina a uma finalidade rodoviária. De resto, para além do Metro, serão privilegiados igualmente modos de mobilidade verde e suave, através das ciclovias e dos caminhos pedonais que ocupam quatro das duas faixas laterais, acrescenta.

Em caso de emergência, todas as ambulâncias estarão autorizadas a atravessar a futura ponte, assim como outros veículos prioritários, como é o caso de carros dos bombeiros.

Lado Campo Alegre | Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Recorde-se que o nome oficial da nova travessia foi escolhido por votação e estava em concurso contra 5 outros nomes: “Ponte Douro”, “Ponte da Boa Viagem”, “Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento”, “Ponte da União” e “Ponte da Boa Passagem”. A escolha vencedora obteve 45% dos votos.[6]

Estruturas de apoio serão demolidas após a construção
A empreitada obrigou à colocação no rio Douro de dois pilares provisórios de apoio ao desenvolvimento da sua construção, por um período de 18 meses. Estes dois pilares estão instalados nas duas margens do rio, do lado do Porto e de Vila Nova de Gaia.

Lado Campo Alegre | Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

No Porto, o pilar provisório foi montado junto à rua do Ouro e à rua do Bicalho, em frente a um dos pilares definitivos da ponte, que aqui se situa. Já o de Gaia encontra-se localizado junto ao Cais do Lugan e à rua do Cavaco, mesmo em frente a um outro pilar definitivo da ponte, que ali foi construído.

Ambos os pilares foram desenvolvidos em betão armado, tendo o do Porto uma altura final de 63,70 metros, enquanto o de Gaia mede 67,68 metros. O tabuleiro da ponte, em progressão nas duas extremidades, assenta sobre estes dois pilares provisórios durante o desenvolvimento da empreitada.

Lado Candal | Gaia. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Logo após a conclusão da construção do arco e do tabuleiro da nova ponte, os dois pilares erguidos no rio vão ser totalmente demolidos. Ao longo dos seus 800 metros de tabuleiro reservado à circulação do Metro, de peões e de bicicletas, a Ponte D. Antónia Ferreira, a “Ferreirinha”, apresentará a já conhecida silhueta leve e fina, integrando-se harmoniosamente no esplendor desta paisagem do Douro.

O projeto desta nova travessia sobre o Douro tem um custo de 487,9 milhões de euros, sendo financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Orçamento do Estado (OE).

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