Prémio Internacional “Terras Sem Sombra” distingue personalidades de diversas áreas

O Prémio Internacional Terras sem Sombra está de regresso para distinguir personalidades da música, património, ciência e serviço público. Terá lugar no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, no dia 28 de março, às 17 horas. Distinções recaem sobre personalidades da música, património, biodiversidade, cooperação internacional e novos talentos, numa edição com duas novas categorias. A sessão é de entrada livre, limitada à lotação do auditório.

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Numa temporada marcada por uma programação particularmente robusta, o Festival Terras sem Sombra (TSS) anuncia o regresso de um dos momentos mais marcantes do seu calendário anual: a cerimónia de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra, que agracia cinco personalidades, uma portuguesa e quatro estrangeiras.

Instituído em 2011, este prémio destina-se a homenagear figuras ou instituições que se tenham salientado, a nível global, em diferentes áreas de atuação do Festival.

Carolino Tapadejo. Direitos Reservados

Entre as novidades, sublinha-se a introdução de duas novas categorias — Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional e Sons sem Sombra/Novos Talentos —, que se juntam às três já existentes (Música, Património e Biodiversidade).

O palco escolhido para o grande momento, a 28 de março (17h), é o Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, numa cerimónia organizada em parceria com o Município local e que é presidida pela infanta D. Maria Francisca de Bragança, duquesa de Coimbra. Cada premiado receberá uma obra de arte pensada especificamente para o seu percurso pela consagrada artista plástica Tânia Gil, natural de Porto Covo, e cujo trabalho cruza pintura, desenho e instalação, valorizando a relação entre matéria, memória e território.

Laurian Mouysset. Direitos Reservados

«Hoje, em Portugal, não se cultiva nem a gratidão, nem o mérito. Estes valores não se apagaram, mas estão algo esquecidos. Tudo, ou quase tudo, passa depressa e acaba por gerar indiferença. No Festival Terras sem Sombra, rumamos contra a corrente. O Prémio Internacional é um exemplo disso», sublinha José António Falcão, diretor-geral do TSS e, acrescenta, «estamos muito satisfeitos pelo facto do Prémio ser presidido pela infanta D. Maria Francisca, uma jovem empenhada e sensível. Trata-se de um sinal de renovação do Terras sem Sombra, agora com um formato mais amplo». «A diversidade dos premiados mostra até que ponto o cosmopolitismo e a ruralidade convergem, na perfeição, no Alentejo. Se o passado já nos ensinava isso, a região ganha, agora, uma lufada de ar fresco», conclui.

Para Bruno Gonçalves Pereira, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, «o regresso do Festival Terras sem Sombra entusiasma, como a volta do “filho pródigo”, algo que nunca devia ter deixado de fazer parte da esfera do concelho, tendo aqui um dos seus pontos altos». Este é, segundo o autarca, «um festival com músicos que habitualmente não atuam fora dos grandes centros culturais da Europa e do mundo», salientando a «reconhecida excelência e virtuosa performance» de um projeto que «pensa o território e a biodiversidade, alarga horizontes, potencia o desejo de sermos melhores e tem qualidade, como queremos que Santiago tenha sempre».

Martin Pohl. Direitos Reservados

A encerrar a cerimónia, decorre um piccolo concerto em dois momentos: «A Vida em 88 Teclas: Peças que Marcaram a Minha Trajectória», pelo pianista Josep Colom; «Merci: Palavras sob a Forma de Música», pela acordeonista Judith Tahan.

Premiados

No que toca aos premiados, na categoria de Música, a distinção recai sobre o reputado pianista espanhol Josep Maria Colom. O galardão referente ao Património é entregue ao divulgador cultural castelo-vidense Carolino Tapadejo. Por seu turno, a distinção na categoria Biodiversidade cabe à investigadora francesa Lauriane Mouysset. O diplomata checo Martin Pohl recebe o agora instituído prémio de Serviço à Comunidade/ Cooperação Internacional e a acordeonista francesa Judith Tahan é distinguida com o também novo prémio Sons sem Sombra/ Novos Talentos.

Judith Tahan. Direitos Reservados

O TSS decorre até dezembro sob o tema «“Alegres Campos, Verdes Arvoredos”: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)».

Ferreira do Alentejo é a próxima etapa, a 18 e 19 de abril, com destaque para o concerto no Lagar do Marmelo, com a apresentação d’«O Carnaval dos Animais – Peça para Dois Pianos e Orquestra, de Camille Saint-Saëns».

A 22.ª temporada do TSS conta com o apoio sustentado da Direcção-Geral das Artes e do BPI-Fundação «La Caixa», além da colaboração da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.

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