Quem não se lembra do momento triste, em que, em plena campanha eleitoral, um cidadão derramou uma lata de tinta verde na cabeça e roupa de Montenegro?
Foi coincidência a cor da tinta com o nome do casino?
Ou o tipo é um visionário ou nos ouvidos dele o sol Já tinha essa cor!
São perguntas, apenas , mas acho ser coincidência.
Quanto mais forte batermos a bola contra a parede, mais depressa ela volta às nossas mãos.
Espero que a bola não volte às mesmas mãos, mas, pelo andar da carruagem, apesar do Hernani Dias estar de novo na lista, de cada vez mais, o verde estar a enegrecer, da viúva candidata, casada de novo, ainda estar a receber a pensão de viuvez, do pintor de Luz ainda estar abafado com o processo das máscaras, as sondagens dizem que a lista mesclada de cores, não recauchutada, vai vencer de novo. Se isso acontecer, vamos ter de novo um primeiro ministro de….Betão!
Sou eleitor há 45 anos e votei sempre. Nunca fiz parte de sondagens porque se calhar não sirvo para isso, ou não existo.
Os portugueses são grandes clubistas, mas menos do que os partidários que preferem que o seu partido ganhe, mesmo que não preste.
No futebol também é um pouco isso. Venha o título nem que seja com a colaboração da família do belo animal, o Gamo. Não tenho gosto algum em enumerar imensos caso desagradáveis envolvendo políticos. Teria que arranjar um saco para lixo de grandes dimensões para lá caber tudo. Trabalhei também na Assembleia da Republica e falei com pessoas sérias com responsabilidades politicas em Portugal.
Recebi, inclusivamente, a noticia de ser pai a primeira vez no telefone da ROPM (Residência Oficial do Primeiro Ministro), e percebi bem o telefonema em escuta por outrem. Grande rigor!
Porque não existe o rigor na seleção dos futuros governantes? Entra lá toda a víscera e curtume que se borrifa para a mão sobre a Constituição da República e pensa mais na sua continha!
Conheço um, camisa de colarinho colorido, botões de punho, que diz- Temos que ganhar o nosso pãozinho!!!
Tanto que imaginei o suor desse esforço para o conseguir!
Existe sim, uma aberrante falta de seriedade na maioria dos nossos governantes, quer central quer autárquico e são tantos, sem respeito por quem de, facto, trabalha todos os dias, para apenas com a família ,viver sem grandes chatices. Quais férias quais Quê!
Acho que, para podermos exigir esta decência governamental, temos também que que ter um Presidente da República.
E a rusga continua.
Jornalista







