A Transportes Metropolitanos de Lisboa e a Alsa Todi, operadora da Área 4 da Carris Metropolitana, apresentou 60 autocarros elétricos que reforçam a frota nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.
Os novos autocarros, apresentados em sessão realizada nas instalações da Alsa Todi na Moita, entraram esta terça-feira ao serviço, representando um investimento de 24 milhões de euros, com um financiamento de 12 milhões por parte do Fundo Ambiental.

Com a aquisição destes veículos, o diretor-geral da Alsa Todi, Juan Gomez Piña, salientou que a empresa passa a operar na Área 4 com “55 por cento da frota amiga do ambiente“, ao possuir 127 autocarros elétricos e 35 movidos a gás.
“A Alsa Todi tem um enorme orgulho pelo trabalho realizado ao serviço dos municípios da Área 4“, disse, adiantando que em 2025 foi ultrapassada a barreira dos dois milhões de passageiros mensais nos seis concelhos, depois de a operação ter começado com 900 mil passageiros por mês, em 2022.

O primeiro secretário metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, adiantou que, entre 2023 e 2025, a Carris Metropolitana registou, na Área 4, um crescimento de 54 por cento, o que representa mais oito milhões de passageiros por ano.
A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, afirmou que a Carris Metropolitana “continua a elevar o seu padrão“, porque os 60 novos autocarros são 100 por cento elétricos, estão equipados com wi-fi, ar condicionado e tomadas USB e são inclusivos, permitindo o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé.

A governante indicou que o transporte público coletivo é um “instrumento central” para que a transição energética se faça com justiça social e notou que o financiamento do Fundo Ambiental para a aquisição de autocarros pela Carris Metropolitana é de 45 milhões de euros, 12 milhões dos quais se destinam à Área 4.
A abrir a sessão, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, referiu que este investimento “simboliza um compromisso firme com um futuro mais sustentável e mais eficiente“, de acordo com as necessidades das populações, sublinhando que também contribui para que o território seja “mais sustentável ambientalmente“.
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