Estamos a viver um tempo esquisito. Um tempo em que os radicalismos, o extremar de posições vêm-se notando, em várias esferas em várias latitudes e longitudes.
Na política nacional e internacional, isso é notório. Nas famílias, nas organizações, em suma na sociedade.
Em Espanha, a radicalização acentuou-se, de tal forma, que há famílias que cortaram relações por causa da política.
Quem não berra, quem não dá murros é visto como frouxo. Não vale nada.
Onde está o caminho da tolerância?
Onde está o diálogo social? Tudo quanto se aprende na escola parece já não ter valor. A revisão da literatura está em marcha. Em alguns países já se alteram os planos curriculares, corta-se na igualdade de oportunidades… ecologia, tirando-lhe o devido valor…
Onde está o caminho da conciliação e do perdão?
Ser de direita não basta, é preciso ir mais além, é preciso extremar, isto na perspetiva dos radicais de direita.
TRUMP esteve envolvido no caso do Capitólio, como foi sobejamente noticiado e foi eleito. Quer a Gronelândia, prendeu Maduro e quer ir sabe-se lá mais onde. Condenar a ação militar dos EUA na Venezuela, não é defender esse regime. Na Argentina, MILEI pega numa motosserra… cavalga a onda ultra-liberal.
Nós, por cá, também temos fomentadores do ódio, passando a ideia de quem mais berra é o melhor para se adquirirem mais votos… o algoritmo faz o seu trabalho. Nas redes sociais, inundadas de Fake-news, é um fartote de desinformação …
Em Espanha, a situação é altamente preocupante.
No plano diplomático, o rompimento das relações diplomáticas pode estar aí ao virar da esquina, entre Argentina-Espanha e, também, Venezuela-Espanha.
A sociedade espanhola está polarizada pela política, o que tem levado muitas famílias a cortar relações. Um em cada sete espanhóis, cerca de 5 milhões (14% da população), romperam laços com familiares e amigos.
Ao que consta, há famílias, quase inteiras, que não se falam. Filhos não falam aos pais e vice-versa, sobrinhos que ignoram tios, primos que passam uns pelos outros como se não se conhecessem. Estamos perante uma profunda divisão social.
A Educação/Formação, que tem um papel fundamental na construção das mentalidades, os seus profissionais não têm tido vida fácil e muitos equacionam mudar de profissão.
Escuta ativa e muito diálogo são imprescindíveis para uma sociedade mais justa e democrática.
Neste contexto de polarização, o impacto social é enorme e os apelos à unidade, tão necessários, esbarram num cenário de profunda divisão.
Técnico de Formação Profissional







