Em Janeiro de 2017 foi noticiado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ajudou o candidato republicano Donald Trump a vencer as eleições de 8 de Dezembro de 2016, frente à candidata democrata Hillary Clinton, denegrindo a imagem da adversária, prejudicando a sua candidatura e o seu possível mandato.
A informação consta de um relatório dos Serviços de Inteligência dos EUA (CIA) com 25 páginas, onde se lê que “o Kremlin desenvolveu uma preferência clara por Trump” e que os objectivos da Rússia eram, com tal ajuda, “minar a fé do povo americano naquelas eleições e diminuir a imagem da adversária democrata Hillary Clinton”.
Embora o referido documento não contenha provas concretas sobre o papel de Putin naquele processo eleitoral, afirma, contudo, que as acções da Rússia incluíram: a sabotagem de contas do Comité Nacional Democrata e de membros da cúpula do partido; o uso de piratas informáticos (Hackers) intermediários, como WikiLeaks, DCLeaks.com e Guccifer 2.0, para publicar informações conseguidas pelos hackers, e o uso de propaganda financiada pelo estado que pagou aos meios sociais noticiosos, ou “trolls”, para fazerem comentários desagradáveis sobre Hillary Clinton. O documento afirma que Putin apoiou Trump porque ele prometeu trabalhar ao lado da Rússia.
É notório o apoio de Trump a Putin na invasão da Ucrânia desde que Donald Trump tratou em directo para todo o mundo, desde a Casa Branca, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, de um modo vil e desrespeitador da sua qualidade de chefe de estado eleito democraticamente por maioria, usando a sua prepotência e deselegância arruaceira para tentar ouvir da boca de Zelensky um “Yes Boss”, numa entrega total do território ucraniano ao invasor Putin.
Era essa a esperança de Trump, para que todo o mundo assistisse em directo à derrota dos ucranianos e à “Vitória do Senhor da América – quiçá do mundo”, que assim prestava a sua prometida vassalagem a Putin (como Egas Moniz prestou ao rei Afonso VII de Castela. Mas, neste caso português, a lenda de Egas Moniz é dignificante por demonstrar honra… e não sacanice).
Por tabela, esta “vitória” de Trump ao submeter a Ucrânia, serviria de aviso a toda a Europa, à qual se apresentava como pretendente a ser DDT “dono disto tudo”.
Quem tinha dúvidas do interesse de Trump na vitória da Rússia sobre a Ucrânia, talvez agora se sinta elucidado.
Jornalista/Cartunista






