As eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026 não são uma efeméride para encher os telejornais; são um teste à maturidade democrática do país. Onze candidatos apresentam-se à corrida, cada um com o seu discurso, alguns com visão, outros apenas com presença.
Porém, mais do que variedade, o que está em jogo é a capacidade de Portugal escolher um Presidente que saiba unir o país, moderar os excessos e representar a República com COMPETÊNCIA INSTITUCIONAL.
As sondagens apontam para um cenário quase certo de uma segunda volta. Não há favoritismos lineares e o eleitorado está todo fragmentado, dividido entre populismos ruidosos, independências performativas e nostalgias partidárias. É neste espaço incerto que se avalia a responsabilidade cívica dos portugueses.
Entre os candidatos, destacam-se quatro nomes com probabilidades reais de atingir a segunda volta:
Henrique Gouveia e Melo, que constrói a sua candidatura em torno de um discurso de independência que, sendo simbólico, por vezes parece mais um ensaio de comunicação do que um projecto governativo;
Luís Marques Mendes, o representante do centro-direita tradicional, cuja leitura do país parece alinhada com as receitas clássicas de um Portugal pré-2015;
André Ventura, cuja retórica polarizadora alimenta o medo, o ressentimento e a simplificação demagógica;
e António José Seguro, que recoloca a esquerda e o centro-esquerda num campo institucional, reformista e socialmente responsável.
Num país com desigualdades crescentes, os serviços públicos sob pressão — hospitais em rutura, escolas carenciadas, salários incapazes de acompanhar a inflação e uma crise habitacional sem paralelo que expulsa os jovens para fora do país —, o que se exige de um Presidente não é espetáculo, mas estabilidade. Não se exige estridência, mas capacidade de construir pontes institucionais e sociais. Não se exige slogans, mas sentido de Estado.
E é neste ponto que a candidatura de António José Seguro se afirma como a mais consequente. Ao contrário das estratégias partidárias de desgaste ou de candidaturas ruidosas, Seguro apresenta-se como a figura capaz de unir o eleitorado progressista e moderado, garantindo a representação na segunda volta sem colocar em causa a estabilidade constitucional. Não é um candidato para agradar a um nicho — é um candidato para representar o país.
O risco que se avizinha é claro: a esquerda e o centro-esquerda fragmentam o voto em múltiplas candidaturas de testemunho, abrindo espaço para que a segunda volta seja disputada entre a direita tradicional e a direita populista. Portugal não merece este dilema. Portugal merece uma alternativa que concilie justiça social com responsabilidade económica, e que defenda a democracia não apenas contra os seus inimigos explícitos, mas também contra as tentações simplistas da política-espetáculo.
A democracia exige o voto informado. Não votar é abdicar, e votar sem refletir é entregar a outros o destino coletivo. Em 2026, escolher não é um gesto simbólico: é um acto de futuro. Num tempo de muitos ruídos, ressentimentos e atalhos fáceis, António José Seguro é o candidato que oferece uma via de responsabilidade institucional, equilíbrio político e compromisso social. E é precisamente disso que o país necessita agora.
No dia 18 de janeiro ninguém pode ficar de fora. A democracia não é um espetáculo que se admira do sofá, nem um exercício que se delega. Cada voto pesa, cada ausência conta, e a abstenção — por cómodo, desencanto ou desculpa — só serve quem deseja que pouco ou nada mude. Participar no acto eleitoral é assumir que o país nos pertence e que o futuro não é uma herança automática, mas uma construção que exige responsabilidade. Portugal precisa de cidadãos presentes e conscientes. No boletim somos todos iguais, e é lá que se decide quem nos representa. Sem cobertura, e sem desculpa.
Por isso Vota…com conhecimento e consciência!
Engenheiro/Colaborador







