Poesia – Por Rosa Fonseca

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Pressente-se a noite no resvalar da névoa
E as palavras encobertas e difusas
a caminho do meu ventre – noite infinda e tardia
Revelam-se os beijos na contínua nudez dos corpos
De repente,
a incandescente sinfonia de desejos insubmissos
o fogo noturno no fulgor das bocas

Na noite infinda e tardia
o vento soletra o teu nome
e o meu peito será sempre a tua primavera
a tua casa
onde começa a luz dos nossos beijos

Seremos sempre um barco sem rota
E os lugares onde desembarcamos.

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