Playdance no Porto: quando o K-pop toma conta das ruas

Encontro de k-pop na Praça D. João I, no Porto, mesmo em frente ao Rivoli, onde habitualmente se juntam jovens e adolescentes amantes deste fenómeno musical que nasceu na Coreia do Sul há cerca de 30 anos, atravessou fronteiras e é um sucesso mundial

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Entre colunas de som, passos coreografados e muita energia, o “playdance” transforma espaços públicos num palco improvisado de cultura e diversão, onde se celebra o K-pop e a dança de inspiração sul-coreana.

O Cidadão assistiu a um encontro de k-pop na Praça D. João I, no Porto, mesmo em frente ao Rivoli, onde habitualmente se juntam jovens e adolescentes amantes deste fenómeno musical que nasceu na Coreia do Sul há cerca de 30 anos, atravessou fronteiras e é um sucesso mundial

K-pop na Praça D. João I, Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

Este mix de pop, hip-hop e R&B, entre outro estilos, conhecido por coreografias elaboradas e visuais marcantes atraiu, pela primeira vez, a jovem Íris que contou a O Cidadão o que acontece nestes encontros que celebram o K-pop e a dança.

O Cidadão – O que representa este encontro de jovens a dançar?

Íris – Aqui está a acontecer um playdance. Basicamente, coloca-se uma coluna a tocar várias músicas de K-pop — que é um género de pop coreano — e quem souber as coreografias vai para o meio dançar.

K-pop na Praça D. João I, Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

OC – E como é que vocês se encontraram? Isto tudo nasce online?

Íris – Sim, exatamente. A comunidade organiza-se através das redes sociais, sobretudo no Instagram.

OC – É a primeira vez que participas num evento destes?

Íris – Sim, é a minha primeira vez. Mas estes encontros já acontecem há bastante tempo.

K-pop na Praça D. João I, Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

OC – Costumam ser sempre neste local?

Íris – Não. Há playdances aqui e também nos Aliados, embora agora esteja a acontecer apenas neste sítio. Às vezes fazem também na estação do metro, dependendo da disponibilidade.

OC – E hoje há atuações?

Íris – Sim, agora começam as atuações. Essas são feitas por grupos organizados, não são abertas ao público como a parte do playdance.

K-pop na Praça D. João I, Porto. Foto: VÍTOR LIMA | O Cidadão

OC – Ou seja, todos podem participar na dança livre, mas as atuações já são ensaiadas?

Íris – Exatamente. Nos playdances qualquer pessoa pode juntar-se. Nas atuações, os grupos apresentam as coreografias que prepararam.

Os playdances são mais do que simples encontros: são um reflexo da força da comunidade K-pop em Portugal, que continua a crescer e a ocupar espaços públicos com energia, cor e muito ritmo.

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