O pôr do sol do Mar Egeu

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Era um domingo de maio. Amanheceu entre o casario branco e as buganvílias. A temperatura amena sacudiu-a do leito.

Há muito que queria conhecer esta ilha grega, Santorini, conseguiu-o este ano.

Estava uma primavera brilhante e o céu azul beijava as águas do mar Egeu, transparentes estendiam-se por um horizonte a perder de vista.

Fizera mais de oito horas de avião para estar de frente com aquele mar que lhe restituía serenidade e reencontro com ela mesma. Viajara de Granada.

Helena escrevia sobre lugares e pessoas numa revista local. Sentiu que o que viesse a escrever sobre o que via seria mágico. O ambiente era vibrante e promissor.

Encontrava-se pronta para calcorrear as ruas estreitas de Fira; surpreendia-se com as lojas de artesanato, os cafés ao ar livre e as vistas maravilhosas das falésias que desciam até o mar. Em cada canto uma pintura viva que registava no telemóvel.

Aproximava-se a hora de almoço e sentou-se numa pequena taverna à beira do penhasco, onde o aroma de peixe fresco e ervas aromáticas enchia o ar. Enquanto saboreava um prato de frutos do mar, conheceu Thales, um jovem grego, atencioso e empático que cuidava do restaurante. Helena quis saber um pouco mais sobre a ilha e a conversa entre ambos fluía, alegre e prazerosa

As histórias sucediam-se sob um sol a pino. Combinaram encontrar-se à tardinha. Thales queria mostrar-lhe um caminho recôndito que levava a uma vista privilegiada do pôr do sol, um espetáculo que a ilha oferece todos os dias.

Quando o sol começou a esconder-se no horizonte, pigmentando o céu de laranja e rosa, assistiram juntos àquele espetáculo grandioso que a natureza presenteia. Helena lembrou-se de um quadro de Claude Monet que vira no Museu d’Orsay em Paris.

A noite estava soberba com uma brisa sussurrante, Helena e Thales caminhavam pelas ruas estreitas entre as casas pintadas de branco, rindo e partilhando impressões e experiências: Helena falava-lhe de Granada e de como gostava de passear na rua Carrera del Darro, ao longo do rio Darro e do céu claro e brilhante. Thales, da história da ilha vulcânica e da sua luminosidade.

Quando se despediram, naquela noite, ela prometeu que um dia regressaria à ilha e, de novo, voltariam a olhar o pôr do sol no mar Egeu.

Helena, já em Granada, a olhar o rio Darro, escreve sobre esse lugar com paixão e recorda aquele pôr do sol mágico. Uma experiência única.

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