6.4 C
Porto
11.2 C
Lisboa
9.9 C
Faro
Domingo, Fevereiro 15, 2026

Nuremberg – A saúde mental dos nazistas num dos julgamentos mais importantes do século XX

Nuremberg é um filme americano de suspense psicológico e drama histórico de 2025, escrito, co-produzido e realizado por James Vanderbilt.

Mais artigos

“Estamos a aproximar-nos do fim da Segunda Guerra Mundial, supõe-se que Hitler esteja morto, mas não existem provas…

As Forças Aliadas, levam à barra do tribunal, os nazis que detiveram os postos mais altos durante o crescimento do nazismo!

Douglas Kelley (Rami Malek), é um psiquiatra americano que é encarregado de analisar se os prisioneiros nazis estão aptos para serem julgados pelas atrocidades e crimes de guerra e cria uma relação curiosa de braço de ferro Hermann Goring (Russell Crowe), o braço direito de Hitler. E além deste prisioneiro, ainda averigua mais vinte e um oficiais.

Os aliados elegeram Robert H. Jackson (Michael Shannon), promotor-chefe numa tarefa de garantir que o regime nazista responda pelos horrores do Holocausto.”

É baseado no livro de 2013 “The Nazi and the Psychiatrist”, de Jack El-Hai. O filme teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em 7 de setembro de 2025. Foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos pela Sony Pictures Classics em 7 de novembro de 2025. O filme recebeu críticas geralmente positivas, com elogios especiais ao desempenho de Crowe.

Quando o juiz associado da Suprema Corte Robert Jackson soube que o Reichs Marschall Hermann Göring, segundo no comando de Hitler, se rendeu com a sua família às forças americanas, percebeu que seria necessário um tribunal internacional para julgar os antigos líderes nazistas. Göring foi detido em Bad Mondorf, no Luxemburgo, junto com outros vinte e um líderes nazistas selecionados para um possível julgamento. A sua saúde mental foi avaliada pelo psiquiatra do Exército dos EUA, Major Douglas Kelley, para determinar o risco de suicídio, que acabou por acontecer (cianeto), mesmo depois de ter lido as cartas que a sua mulher e filha lhe tinham enviado, num exercício muito arriscado por parte de Douglas Kelley. A realização crua e fria é da responsabilidade de James Vanderbilt.

Os atores são: Michael Shannon, Richard E. Grant, John Slattery, Mark O’Brien, Lydia Peckham, Wrenn Schmidt, Russell Crowe, Rami Malek, Leo Woodall, Colin Hanks

Outros filmes sob o holocausto:

“Noite e Neblina”

Filme de 1955 que estreou no Festival de Cannes, “Noite e Neblina”, dirigido pelo francês Alain Resnais, foi um dos primeiros documentários a se debruçar sobre o Holocausto. Renais e Chris Marker, na época seu assistente, estavam entre os primeiros cineastas a terem um acesso mais amplo aos arquivos do Holocausto em França, Bélgica, Holanda, Polónia e Alemanha.


“Minha Luta”

Coprodução sueco-alemã de 1960, tem direção de Erwin Leiser (1923-1996), que emigrou aos quinze anos de idade para a Suécia, onde se tornaria mais tarde um cronista em imagens das atrocidades do regime nazista. No longa-metragem, o diretor reúne material de arquivo da época, como faria em outros filmes posteriores, em um minucioso trabalho de memória daquele período.


“Shoah”

Obra mais importante sobre a memória do Holocausto, o filme de Claude Lanzmann, de 1985, com nove horas e meia de duração, foi feito no decorrer de onze anos. O diretor recusa-se a usar imagens de campos de concentração como fazem os documentários

convencionais. O registo do horror acontece através do testemunho de sobreviventes – sejam eles vítimas, algozes ou meros espetadores das atrocidades.

“A Lista de Schindler”

Steven Spielberg, contou neste filme de 1993 a história de um empresário que, embora conivente com o regime nazista, salvou a vida de mais de mil judeus. A superprodução americana ganhou sete Óscares, incluindo os de melhor filme e direção, embora tenha sido apontada por parte da crítica como um melodrama que prima por transformar a dor em espetáculo.

“Exílio em Xangai”

O longa-metragem de 1997, de Ulrike Ottinger, é um filme sobre o Holocausto no sentido de documento da fuga e da migração dos judeus para Xangai durante o regime nazista. Com quatro horas e meia de duração, o documentário tem como ponto de partida as lembranças de seis judeus alemães, austríacos e russos, que fugiram para Xangai, um dos únicos lugares com fronteiras abertas até 1943.

“Do Leste”

Coprodução franco-belga de 1993, o documentário de Chantal Akerman é uma viagem realizada pela diretora passando pelo Leste alemão, Polónia, países bálticos e Rússia. O filme documenta não apenas o deslocamento geográfico da cineasta, mas sobretudo sua busca de um Leste que, embora lhe seja estranho, é a terra de origem de sua mãe judia, nascida na Polónia e sobrevivente de Auschwitz.

“Balagan”

Uma trupe tenta, na israelita Akko, tratar do Holocausto em um coletivo de teatro que envolve também um palestino. A partir daí, o diretor Andres Veiel busca, neste filme de 1994, descobrir as feridas abertas existentes quando se fala do assunto. O documentário não é um filme sobre sobreviventes, mas sim sobre seus filhos e sobre como eles conseguem lidar com essa herança histórico-familia.

“A vida é Bela”

Tragicomédia encenada pelo italiano Roberto Benigni em 1999, o filme recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e atraiu um imenso público em muitos países. Por ser uma das raras tentativas de abordar o tema dos campos de concentração com humor, teve receção ambivalente por parte de alguns sobreviventes do Holocausto, que viram aí um perigo de banalização das atrocidades nazistas.

“O Pianista”

Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2002, o filme de Roman Polanski tem roteiro baseado nas memórias de Wladyslaw Szpilman, músico polonês que testemunha como Varsóvia é tomada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial e cuja família é assassinada no campo de concentração de Treblinka. O próprio Polanski sobreviveu ao Gueto de Cracóvia e perdeu a mãe assassinada em Auschwitz.

“O Filho de Saul”

Filme de 2015, do húngaro László Nemes (ex-assistente de Béla Tarr), tem como protagonista um integrante do Sonderkommando (grupo de prisioneiros judeus encarregados de limpar câmaras de gás e remover cadáveres), cuja ideia fixa é enterrar um garoto. Filme claustrofóbico, cujo uso do primeiro plano, os closes exacerbados e a câmara em constante movimento, tira o espetador da sua zona de conforto.

image_pdfimage_print
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Artigos mais recentes

- Publicidade -spot_img