Com o aproximar das eleições autárquicas no Porto, residentes nas imediações da VCI alertam para o uso político de um problema antigo, pedindo que este não se resuma à “espuma de uma campanha”. As preocupações incidem sobre o impacto da via rápida na saúde pública e na qualidade de vida, destacando-se questões como o ruído, a sinistralidade, a velocidade excessiva, o estado do pavimento e a falta de continuidade em projetos prometidos desde 2004.
As propostas defendidas há anos pelo grupo incluem a cobertura parcial acústica (côncava) da via, o seu enterramento parcial ou total, e o aproveitamento da superfície coberta para espaços públicos, sendo estas apresentadas ao Governo já em 2000.
Entre as conquistas já alcançadas, os moradores lembram:
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instalação parcial de barreiras acústicas, ainda que incompleta;
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redução da velocidade em certos troços;
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melhorias no pavimento;
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instalação de barreiras arbóreas, apesar do abate recente de árvores pela CMP;
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reforço da iluminação pública e limpeza da via.
Apesar destas medidas, o projeto das barreiras acústicas ficou por cumprir desde 2004. Segundo os residentes, a sua concretização “faltou-nos a palavra porque não concretizou o acordado”.
Na comunicação agora dirigida aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, o grupo afirma que a campanha deve abordar não só o caos da mobilidade, mas sobretudo a saúde de milhares de pessoas que vivem junto à VCI.
“Aguardamos as propostas. Precisam-se de compromissos sérios e uma abordagem transversal deste problema. Não basta que seja um problema, precisamos de soluções.”
OC/RPC














