A Livraria Lello, no Porto, celebrou esta terça-feira os seus 120 anos de existência com uma cerimónia que transformou a mais emblemática livraria do país num verdadeiro palco cultural e institucional. O edifício histórico esteve completamente cheio, num ambiente que juntou literatura, música e a presença das principais figuras da vida pública portuguesa.

Entre os convidados estiveram o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, o Presidente do Futebol Clube do Porto, André Villas-Boas, o Presidente do Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, e o Presidente dos CTT – Correios de Portugal, João Bento. A concentração de personalidades sublinhou o peso simbólico e cultural da Livraria Lello no panorama nacional e internacional.

Um dos momentos mais marcantes da cerimónia foi protagonizado pelo Primeiro-Ministro, que trouxe um presente de elevado valor simbólico para a cidade e para a cultura portuguesa: a reclassificação do edifício da Livraria Lello como Monumento Nacional, reconhecendo oficialmente o seu valor histórico, arquitetónico e cultural.

Luís Montenegro adiantou que o ato que vai “perpetuar a identidade, também a ligação de todo o país, de toda a comunidade, a este edifício e a este projeto” vai acontecer “nas próximas semanas“. De resto, está “já em circulação legislativa” o diploma para o efeito.

No interior, o espaço estava completamente lotado, com leitores, convidados e agentes culturais a ocuparem cada recanto do edifício. No exterior, a cidade respondia de forma igualmente expressiva: desde a manhã, uma longa fila de visitantes aguardava pela entrada gratuita marcada para as 13 horas, que incluiu a oferta de brindes e livros aos primeiros visitantes.

A celebração contou ainda com a atuação de Cláudia Pascoal, que trouxe música e emoção a um momento que assinala mais do que um aniversário — celebra 120 anos de uma livraria que se tornou um símbolo do Porto e da cultura literária mundial.

Fundada em 1906, a 13 de janeiro, a Livraria Lello continua a afirmar-se como um dos mais importantes pontos de encontro entre leitores, escritores e a cidade. A sua elevação a Monumento Nacional, anunciada neste dia histórico, reforça o seu estatuto não apenas como livraria, mas como património vivo da identidade cultural portuguesa.

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