Depois de uma primeira parte sensaborona, o FC Porto acordou. A tempo! E até foram marcados dois golos, um para cada lado, mas ambos irregulares. E o nulo aceitava-se ao intervalo.
Do Tondela, não haveria muito a esperar – fazia o seu jogo, aproveitava a falta de inspiração dos portistas e a partida corria, qual canção de embalar.

Todos sabiam, inclusivamente os tondelenses, da importância deste jogo para o FC Porto. E a “obrigação” de ganhar, podia pesar, fazer pressão ao conjunto portuense. E, claro, o Tondela esteve 45 minutos a equilibrar. Sempre de olho em algum nervosismo que os portistas pudessem revelar.
O intervalo foi o tónico que o FC Porto estava a precisar. Quçá sábias palavras de Farioli!
E, num ápice, os “auis e brancos” ficaram com uma vantagem de dois golos.
Aos 46, é Samu quem marca. Aproveita um cabeceamento de Kiwior a um canto de Mora e, após defesa de Bernardo para a frente, Samu, à ponta de lança, marcou.

No minuto seguinte, erro colossal de Bernardo, guarda redes do Tondela, na saída de bola da sua área , deixa-se desarmar por William Gomes que, isolado, atirou para o fundo das redes do beirões.
Estes dois golos no início da primeira parte permititam ao FC Porto um à-vontade no jogo que não tivera até aí.
Continuando a rotatividade do plantel – muitos jogos nas próximas semanas, o primeiro já na quinta-feira com o Malmoe – Farioli retirou de jogo Mora, William, Samu, Pepê e Alberto, fazendo entrar Borja Sainz, Rosário, Gul, Alarcón e Martin Fernandes.
Na parte complementar do jogo, depois de, logo no início, ver-se em vantagem, o FC Porto limitou-se a gerir a partida, com posse de bola.

O Tondela ia, de quando em vez, procurando, em contra-ataque, incomodar a defesa portista que, com mais ou menos dificuldades, iam chegando para as encomendas.
De notar que Gabri Veiga ( sofreu entorse no tornozelo no jogo anterior), embora presente no banco, demonstrou, no aquecimento, que ainda sente algum desconforto. E Farioli optou por não utilizá-lo.
Acaba por ser um triunfo justo da melhor equipa.
Para quem esperava um FC Porto à imagem dos primeiros jogos – velocidade de jogo, intensidade, qualidade e golos – pode ter ficado desiludido; porém, a frescura dos jogadores nesta fase do campeonto é bastante frágil, dada a sobrecarga competitiva.
O árbitro Luis Godinho fez um trabalho positivo e o VAR também.
Ficha
Estádio João Cardoso, em Tondela, distrito de Viseu.
Tondela – FC Porto, 0-2.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador:
0-1, Samu, 47 minutos.
0-2, William Gomes, 48.
Tondela: Bernardo Fontes, Tiago Manso, Christian Marques, Brayan Medina (João Afonso, 59), Maviram, Juanse, Yaya Sithole (Hélder Tavares, 69), Hugo Félix (Yefrei Rodríguez, 82), Pedro Maranhão (Ivan Cavaleiro, 58), Jordy e Moudjatovic (Ceitil, 58).
Suplentes: Lucas Cañizares, João Afonso, Rémy Vita, Joe Hodge, Ceitil, Hélder Tavares, Rony Lopes, Yefrei Rodríguez e Ivan Cavaleiro.
Treinador: Cristiano Bacci.
FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa (Martim, 82), Bednarek, Kiwior, Francisco Moura, Froholdt, Alan Varela, Rodrigo Mora (Pablo Rosario, 63), William Gomes (Borja Sainz, 63), Samu (Denis Gül, 78) e Pepê (Ángel Alarcón, 78).
Suplentes: Cláudio Ramos, Martim Fernandes, Prpic, Pablo Rosario, Eustáquio, Gabri Veiga, Deniz Gül, Borja Sainz e Ángel Alarcón.
Treinador: Francesco Farioli.
Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Yaya Sithole (39), Tiago Manso (60) e Rodrigo Moura (90+1).
Assistência: 4.133 espetadores.
Reportagem OC: Alberto Jorge Santos (Texto) e Gonçalo Bravo (Fotos)
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