Efeitos imprevisíveis das acções de vermes vaidosos e ignorantes

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Sinto-me a viver num mundo de fábula. Um mundo onde tudo é possível, mesmo aquilo que ardentemente desejo fosse eterna e irremediavelmente impossível.

Neste mundo de fábula foi eleito um verme da espécie trump, para presidir ao mais poderoso país de tal mundo, já infestado por outros vermes.

Um trump é um verme que perfura as lamas ao encontro de petróleo e de outros minerais considerados raros e valiosos para a indústria trumpista, a qual o verme quer exportar para todo o mundo, impedindo outros negociadores do mesmo mundo (vermes ou não) de fazê-lo, sob pena de terem de desembolsar inflaccionadas taxas ou comissões, que o verme trump cobra por tal pretensão.

Cartune de Onofre Varela

Este verme espelha-se no seu inchadíssimo umbigo de ignorante e malvado (ignorante como são todos os narcisistas, e malvado como são todos os ditadores, mesmo que usem roupagens camufladas de democratas e de pacifistas).

Quer ser reconhecido como um “fazedor de Paz” e um construtor de uma “América Grande Outra Vez”, tal como o verme ditador fascista Mussolini, da década de 1930 e início da de 40, pretendeu construir uma “Itália Grande Outra Vez” tendo como modelo o Império Romano, e como ferramenta o Fascismo.

O verme nosso contemporâneo quer transformar essa tal América num império como foi a Rússia Imperial Czarista, dominada hoje por um outro verme da espécie putin, que ambiciona voltar ao passado e transformar-se no “Verme Czar Grande Outra Vez”, como no tempo dos czares absolutistas e feudais.

A vaidade extrema deste verme trump é profundamente doentia (tal como a do verme putin), de tal modo que o deixa imaginar-se imperador fora do tempo dos impérios, mas embevecido pelo passado histórico do casulo da espécie putin – que conta com vermes czares historicamente malvados – e esfalfa-se para copiar o modelo.

A vaidade que acompanha o verme trump desde quando saiu da sua pupa para ter visibilidade e aproveitar-se dela, é extremada e doentia a tal ponto que o deixa imaginar-se, já, imperador, não só do seu país, mas do mundo.

A confirmar esta característica que lhe calhou não por nascimento, mas que surrupiou de um compêndio de zoologia, aceitou a oferta de um Prémio Nobel outorgado a um outro nome, que não o seu, como se aquela mentira fosse a mais pura das verdades!

Esta espécie de “passagem do testemunho” da verme corina para o verme trump não tem significado algum (para além de significar a pequenez da verme corina e a grandeza da sua ganância), mas o inchado umbigo da animália presumiu que sim, fez-se fotografar com o Nobel alheio como sendo seu, ilustrando-o com o costumado sorriso sofisticado de verme a fingir que é sapo.

A tal verme, como minhoca que é, só interessa perfurar a terra ao encontro de reservas de petróleo. Um verme “defensor da Paz e Paladino anti-droga”, que explodiu barcos e matou tripulações como aperitivo para tomar o petróleo alheio sem ter de mergulhar na lama. Assaltou a Venezuela e sequestrou o verme-bolivariano, contra todas as leis internacionais que traçam linhas vermelhas que os trumps e os putins, como vermes que são, nunca respeitam… e o mundo não lhes cai em cima!

O verme auto-intitulado “defensor da Paz” abriu uma “Loja de Paz” para substituir a ONU, proclamando-se seu dono vitalício e cobrando fortunas pela jóia a quem quer associar-se àquela Pocilga (com P maiúsculo, como a Paz).

Dirigindo aquela associação dita de Paz, ao mesmo tempo o verme ajuda benjamin (verme da estrela azul) a bombardear países independentes. A intenção (conseguida) foi eliminar (modo de dizer: matar) um outro verme-barbudo que entendia serem as mulheres uma infeliz criação de Alá, infernizando-lhes a vida.

Cartune de Onofre Varela

Evidentemente que a intenção do verme trump não foi libertar as mulheres dos maus tratos oficiais e religiosos do verme-barbudo assassinado. Não. Por ali há minérios que o verme trump quer explorar (modo bonito de dizer locupletar) e por isso já vociferou que quem escolhe o chefe para governar aquele país não é o povo eleitor: é ele próprio quem vai dizer qual o verme que se sentará na cadeira do (verme-a-fazer-de-conta-que-é-poder) para ser mandado pelo verme que manda no mundo.

As acções do verme trump não se ficam por aqui… para a destruída franja de Gaza há planos imobiliários que nascerão naquela terra ensopada de sangue inocente palestino, derramado pelos adoradores do verme benjamin e do deus Jeová (também assassino e malvado) tal como as narrativas bíblicas o descrevem.

Depois da festa com muito fogo de artifício, que é bombardear terra alheia e derramar muito sangue, trump ainda vai perfurar terras geladas da Groenlândia e tomar conta do Canal do Panamá e das riquezas do Irão tomadas aos vermes barbudos.

E nós todos entendemos esta narrativa como fábula, rimo-nos muito porque não é na nossa rua que há guerra, nem é a nossa casa que é destruída e nem é a nossa família que é assassinada por estes vermes que fazem a História contemporânea parecer enredo de filme de terror.

História que um dia nos culpabilizará A TODOS por assistimos impávidos e serenos à vitória dos maus eliminando os bons (ou menos maus), só porque são poderosamente ricos e têm armas que os defendem e com as quais nos atacam, ferem e matam.

Cartune de Onofre Varela

Gostava de saber como é que ESTA NOSSA HISTÓRIA vai ser contada aos nossos bisnetos e trinetos, quando nós já cá não andarmos…

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